segunda-feira, 8 de julho de 2013

O novo setup da dobravél "Nanika".

Já fiz várias publicações sobre os upgrades efetuados em minha bike dobrável, deixando-a otimamente preparada para cicloviagens médias e longas.
Para acessar estes artigos clique AQUI1.
Neste artigo, após vários upgrades, vou colocar a configuração da Nanika como está neste momento, 08/07/2013.



Como disse o amigo e cicloturista Fábio Tux, implementações nunca se findam, pois sempre estamos procurando alguma mudança que irá tornar a nossa bike de cicloviagens mais confortável, mais bonita e mais resistente. 
Quando eu era menino as crianças nervosas, que mexiam em tudo, que não paravam por nada neste mundo, diziam-se que estavam com "faniquito". Eu não faço nem idéia do que seja o "faniquito" em sua essência, mas creio que deva existir também um "faniquito" para os irrequietos amantes de ciclismo de um modo geral.
Duvido encontrar algum ciclista, ou ciloturista que não esteja imaginando uma atualização para a sua bike, suas tralhas ou até mesmo a troca completa do equipamento.

Neste último acesso de faniquito cicloturístico instalei um novo par de pedais dobráveis na dobrável. Agora um par de MKS em alumínio, com rolamentos, lindos demais. Os antigos pedais dobráveis, mas de plástico não me inspiravam tanta confiança. A impressão que eu tinha ao pedalar a bike carregada nas subidas é que eles iriam se desfazer a qualquer momento, pois não foram projetados para cicloturismo com bike carregada. Nem tudo o que é excelente para uso urbano pode ser bom para cicloturismo.





O cicloturismo, por sua própria característica, exige uma bike um pouco mais robusta, pois pressupõe que a bicicleta estará sempre carregada com alforges cheios e pesados, barraca, saco de dormir, colchonete, dentre outras tralhas para acampamento. Temos ainda as distâncias a serem percorridas, que muitas vezes ultrapassam os milhares de Km. Outro fator é o tipo de estrada, que pode ser asfalto, terra, barro, cascalho, ou um misto disso tudo.
Assim, para cicloviagens de média ou longas distâncias é necessário um equipamento de boa qualidade, equipado com peças confiáveis, pois nem sempre teremos uma bicicletaria á mão em caso de quebras.
Há pouco tempo escrevi e publiquei aqui no Blog um artigo sugerindo uma configuração de bicicleta para cicloturismo. Veja AQUI2.

Não é o preço do quadro ou das peças a serem adquiridas que irão determinar a configuração de uma bike ideal para cicloturismo, mas a qualidade e confiabilidade das mesmas.
Muitos modelos de quadros e garfos, assim como os grupos de peças, são desenvolvidos para bicicletas de competição e levam em consideração a qualidade e o peso, portanto seria um desperdício utilizar-se desses quadros e peças para a montagem de uma bicicleta de cicloturismo, haja visto que o peso nesse caso não é relevante.
Outrossim, deve haver um equilíbrio no conjunto, pois não adianta montar grupos caríssimos e de alta performance num quadro e garfo de qualidade duvidosa. A recíproca também é verdadeira. Por esta e outras razões que os cicloturistas "montam" as suas bikes.

A Nanika, alvo deste artigo, foi praticamente remontada, mantendo poucas peças originais.


A Nanika em sua cicloviagem inaugural.



Vamos então à configuração atual:

Guidão: Modelo Flat original de fábrica, equipado com bar-hands em alumínio.
Garfo dianteiro: Original em aço carbono.
Quadro: Soul, fabricado pela Dahon, dobrável, em aço carbono.
Selim: Velo Plush em gel, modelo largo, com elastômeros.
Canote: Original longo em aço carbono reforçado.
Roda Dianteira: Aro 20", em alumínio parede simples, pintada de preto brilhante.
Roda Traseira: Aro 20", Vzan, Aero Escape, parede dupla.
Raios: Inoxidáveis em ambas as rodas.
Cubo dianteiro: Esferado, original em ferro, 74 mm entre flanges, sem blocagem.
Cubo traseiro: Esferado, Shimano Alívio Parallax, alumínio com blocagem, 36F.
Pedivela: Shimano, 170 mm, coroa dupla, 39/53 dentes.
Pedais: MKS, rolamentados, em alumínio, dobráveis.
Câmbio dianteiro: Shimano Sora, 2V, Braze-on, instalado com adaptador especial para quadros Dahon.
Câmbio traseiro: Shimano Altus, 8V, modelo com roldanas de 15 e 13 dentes, cage curto.
Trocadores: Shimano Altus S/Manetes.
Manetes de freio: Shimano Alívio.
V-Brake: Original em alumínio.
Conduítes e cabos: Originais e Shimano.
Corrente: Shimano HG-53, com Power Link Sram.
Catraca/Cassete: Cassete Shimano Deore de 8V, 14/34 (Mega Range)
Pneu dianteiro: Maxxis Grifter, 20 X 1.85
Pneu traseiro: Schwalbe Marathon Plus, 20 X 1.75
Câmaras: Kenda 20" bico grosso.
Bagageiro traseiro: Wencun em alumínio, pintado de preto fosco (Com hastes adaptadas).
Bagageiro dianteiro: Tranz-X, modelo CD-220.
Lanternas traseiras: Duas Vista Light Cateye LD 170 com pilhas recarregáveis.
Farol: Q-Lite GL 233, 8 Leds, 4 Funções com pilhas regarregáveis.
Ciclocomputador: Cateye Velo 5 com fio.
Espelho retrovisor: Zefal Spy.

O que poderá ser substituído futuramente:

Pedivela para coroas 50/34
V-Brake original para Shimano Altus.
Ciclocomputador para Cateye Velo 8.
Cubo dianteiro (Em estudo para modelo em alumínio com maior possibilidade de manutenções).
Roda dianteira para parede dupla, caso o cubo dianteiro possa vir a ser compatível.

A bicicleta está pronta para enfrentar as mais longas distâncias, mas... e a tralha? Em breve postarei aqui no Blog o que eu carrego, e como carrego, nas minhas cicloviagens para acampar e preparar o meu próprio alimento. Não percam!

Por ora, muito obrigado por prestigiar o nosso Blog!

Grande cicloabraço do...









2 comentários:

Gerson Moraes disse...

Waldson, a Nanika está bem completa e todos os detalhes foram pensados, parabéns! Agora só falta ela andar sozinha, e pensando sobre isso e também sobre a "parada obrigatória" gostaria de perguntar se você já considerou a viabilidade de um motor elétrico para a Nanika, embora os preços sejam bem salgados existem motores regenerativos que poderiam entrar em ação no topo das subidas aliviando a carga e recarregando nas descidas, assim ajudando durante todo o dia para trazer de volta suas aventuras e os posts que dão mais prazer de ler do que muitos livros por aí!
Que Deus transforme essa parada obrigatória em um breve momento para recuperar o fôlego!

Waldson Gutierres disse...

Olá amigo Gerson, obrigado pelo comentário e visita ao Blog!
Não digo que não pensei em motorizar as minhs bikes, mas não a Nanika. Nela seria interessante um motor elétrico, mas esse tipo de motor tem pouca autonomia e não se presta para cicloturismo. Motor a gasolina seria o ideal nesse caso, mas o quadro não foi feito para isso. Se as coisas engrossarem vou comprar uma bike com motor a gasolina. Essas bikes tem a roda traseira reforçada para aguentar o motor, como as rodas das antigas Mobiletes.
Mas, vamos aguardar o que dirão os médicos.
Grande cicloabraço e obrigado mais uma vez por nos prestigiar.