sábado, 11 de abril de 2015

São Paulo, SP a Paraty, RJ de bike dobrável, via Rodovia dos Tamoios. Segundo dia.




Segunda-feira, 09/03/2015, não acordei muito cedo. Primeiro que a cama estava uma delícia e também porque sabia que neste dia pedalaria muito menos que no dia anterior. Ademais a lanchonete do Mandizeiro abriria somente às 7:00 horas para eu tomar o meu café da manhã reforçado.

A passarada lá fora fazia um gostoso alvoroço quando me levantei. A manhã estava uma delícia para pedalar! Sem chuva, tempo fresco, pouco vento, do jeito que a gente gosta!

Arrumei as tralhas rapidamente, deixei a Nanika preparada para pegar a estrada e fui tomar o café da manhã. Nossa, que café da manhã caprichado! E o Sr. Otávio ainda me pergunta se está bom! Ora, está supimpa, muuuiiito bom!

Despedi-me de todos e saí pedalando em direção à Rodovia dos Tamoios.

No Mandizeiro, logo cedinho já tem gente pescando.



Fotos da Estrada da CESP. 














Até o meu companheiro Sombra estava empolgado!




Logo venci os pouco mais de 3 Km entre o Mandizeiro e a Rodovia que me levaria até Caraguatatuba, que a gente chama carinhosamente de "Caraguá".
Confesso, fiz a ferradura do retorno na contra-mão, pois não sei quanto teria que pedalar de volta para encontrar o retorno, uma vez que eu estava do lado oposto da pista.

Vista de cima da ferradura (retorno) preciso ir no sentido subida.


E lá fomos nós, a Nanika e eu,
enfrentarmos esse loooongo subidão, nos dirigindo no sentido Litoral.

Um acostamento farto e uma rodovia bem sinalizada ajuda bastante, mas sempre de olho no espelho retrovisor. A gente nunca sabe o que vem por trás!






Bem que você queria morar alí, né?! Amplie a foto para você ver.




É isso que se chama de gansada? Xiii, acho que eles criam os gansos para por na panela, hehehe!




Pôxa,  a gente fala tanto nas represas próximas à Capital de São Paulo, mas estas de Paraibuna também estão bem secas! Lembro de outros anos que eu passava por aqui e havia água a perder de vista. Agora... quase nem tem água.




Se eu tivesse vindo por Salesópolis sairia aqui, no trevo indicado por esta placa. Mas convenhamos, a altimetria dessa estrada que liga a Rod. dos Tamoios à Salesópolis é bruta! Se bem que a Rod, dos Tamoios também é um tobogã lascado!


Até próximo do Km 60, tudo em ordem. Muitas buzinas de carros e caminhões cumprimentando a gente e nos incentivando a continuar firme na pedalada. No Km 60 ou pouco mais vem a placa indicando "Fim da duplicação da rodovia", aí o bicho pega! São duas pistas para o sentido litoral e duas no sentido oposto. Todas sem acostamento. Tráfego pesado de caminhões e uns poucos carros de passeio. Aqui pedala-se com os olhos no espelho retrovisor e mesmo assim em cima da faixa branca. Começa então a chamada Zona de Serra, onde já existem trechos planos e de descida suave até chegar na serra propriamente dita.

Na serra, foi muito legal: Ultrapassei meio mundo pela esquerda, direita e sentei a bota! Interessante que quando já estava entrando em Caraguá, um Pálio passou devagarzinho ao meu lado e o motorista falou para a senhora que estava no banco do passageiro: Olha ele aí! Olha ele aí! Fazendo alusão à descida da serra, onde fiz as ultrapassagens. Fiz sinal de positivo, sorri e eles foram embora, imprimindo velocidade ao veículo. Foi show a descida. Se quiserem podem ver a filmagem que fiz, ou pular e continuar a ler o  relato e as fotos. O vídeo tem 13 minutos de duração e ilustra o que eu disse acima. Apenas uma observação: No vídeo, onde está escrito "Chegonheiro" leia-se "Cegonheiro", referente ao caminhão de transporte de veículos. Estou providenciando a correção.




É interessante que, quando a gente chega em Caraguá, há uma saída à esquerda que nos coloca na Rio-Santos sem passar efetivamente por dentro da cidade, Mas quem disse que eu queria desviar da cidade? Dar uma olhada nas praias, pedalar na ciclovia, tudo isso é muito importante. Ademais eu estava com fome, confesso, e um bom restaurante cairia muitíssimo bem.

Chegando em Caraguatatuba.




Praias, coisas lindas!







Ops, parei no Bar do Hélio para pedir uma informação e acabei pedindo um almoço, hehehe! Todo mundo veio falar comigo. Queriam saber de onde eu vinha e para onde ia, minha idade, essas coisas que fazem com que as pessoas nos chamem de corajosos ou de loucos.

Um almoço supimpa! Muito bom!



A Nanika lá fora só espiando!





Daqui fiz contato com o meu anfitrião para saber como chegar, embora os garçons do Bar do Hélio já haviam me dado algumas boas dicas.
Bom, deixa eu contar para vocês: Quanto eu ainda estava fazendo o planejamento deste pedal entrei em contato com o Camping El Shaddai, onde fui excelentemente atendido pelo Helmo Kamiyama. Depois de informá-lo que eu era cicloturista e que tinha a intenção de passar a noite em seu Camping, fui agraciado com uma diária grátis. Fiquei muito feliz, pois a gente que cicloviaja o faz com as finanças sempre muito justas. Bom, mas por enquanto estamos no centro de Caraguá e fomos informados pelo Helmo que faltava apenas 8 Km para chegarmos. Que legal, pensei!

Almocei sossegado, tomei um cafezinho, fiz uma cerinha e logo saí pedalando em direção ao norte de Caraguá. Subi a serrinha, desci a serrinha e pimba!: Camping à vista!!!
Após 61,8 Km pedalados (pedalados???) nem muito cansado, cheguei! Também acho que só de serra tem uns 15 a 16 Km!

Barracas cobertas com lona, que legal!





O Helmo me recebeu na portaria. Excelente pessoa. Mostrou a barraca onde eu iria ficar, me poupando de armar a minha e ainda por cima me forneceu um colchão. Que legal. O Camping é nota 10, recomendo a todos os meus amigos e amigas. Vai acampar em Caraguatatuba? Procure o Camping El Shaddai e fale com o Helmo. Com certeza ele tem coisa boa para você.

Tomei um belo de um banho e curti a tarde andando  e descansando um pouco. Nessa tarde não tirei muitas fotos.

Nossa, fazia muito tempo que eu não pisava nessa areia!


Antigão caminhando um pouco na praia.




Já era noitinha quando eu fiz um lanche com pão, cebola, tomate e atum. Jantei e fui dormir para o dia seguinte, 10/03/15.

Bom, mas o dia seguinte será contato em outro relato.

Até aqui agradeço a Deus por mais esse dia maravilhoso de pedal e por ter encontrado pessoas tão maravilhosas em meu caminho.
Agradeço ao Helmo e família pela simpática acolhida, ao seu funcionário que, infelizmente, não gravei o nome, mas percebi tratar-se de uma pessoa muito bacana e gentil.

Até o presente momento não tive qualquer contratempo com a Nanika. A bikezinha é fiel e faz jus ao investimento que fiz nela para adapta-la ao cicloturismo. Como dizemos:: Show de roda!

Para ir para o terceiro dia, clique aqui: TERCEIRO DIA.


Não percam o relato do terceiro dia!

Amostras:





5 comentários:

Maya disse...

PARABÉNS O VISUAL É MARAVILHOSO E "PEDALAR NA FRESCURA SEM SER FRESCO" É MELHOR AINDA.....BOA VIAGEM

Just Because Studio disse...

Muito legal seu relato e adorei o vídeo. Mas caramba, me deixou muito nervosa andando na contramão, rapaz!

Gilmar Doistempos disse...

Legal Waldson, mais um lindo relato.

Realmente a estrutura do camping roubou
a cena, é a primeira vez que vejo esse cuidado
com o campista. Parabens pela garimpada e
pela divulgação.

Lá no começo do relato, aquela casa bem acabada
cheia de gansos e seu sugestivo convite pra ver
a foto ampliada... realmente é um lugar aprazivel
pra se morar, mas seria seguro? Nessa paisagem
isolada, melhor ser super discreto :)

Parabens e obrigado.

[]s Gilmar :)

Musto disse...

Valeu Antigão! Obrigado por compartilhar mais esta aventura. :)

joaozinho menininho disse...

Sensacional... um dia vamos pedalar novamente juntos amigo Waldson...

Sempre com admiração... joaozinho