terça-feira, 28 de maio de 2013

Bicicletra dobrável para cicloturismo - Soul D60 aro 20"

O propósito deste artigo é detalhar o preparo de uma dobrável aro 20" para cicloturismo. Neste caso, considero uma bike preparada para longas distâncias, pois como gosto de enfatizar, qualquer bike serve para cicloturismo, dependendo da distância a ser percorrida.

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Já comentei em dois outros artigos aqui publicados a aquisição e as mudanças até então efetuadas na minha Nanika (nome de batismo da minha dobrável).



Neste artigo espero apresentar cada detalhe das mudanças efetuadas, bem como colocar as minhas impressões pessoais.

A minha dobrável é um Soul D60, cujo quadro é fabricado pela Dahon, considerada uma das melhores empresas fabricandes de quadros para bicicletas dobráveis. Abaixo, a foto dela "in natura", como ela é vendida e a configuração original:


Normal



Dobrada.

 

Quadro: Aço carbono;
Garfo: Aço rígido;
Guidão: Alumínio;
Movimento de Direção: Alumínio telescópico;
Pedivela: Alumínio;
Corrente: KMC 6vel;
Freio Dianteiro: V-brake alumínio;
Freio Traseiro: V-brake alumínio;
Cubo dianteiro: Aço-carbono;
Cubo traseiro: Aço-carbono;
Aros: 20";
Raios: Aço;
Pneu: Kenda 20 x 1,50;
Selim: Selle Royal;
Pedais: Plástico dobrável;
Alavanca de freio: plástico;
Alavanca de câmbio: Shimano TX30;
Câmbio traseiro: Shimano TZ 6 velocidades;
Catraca de rosca: Shimano TZ20 14-28D;
Canote: Alumínio reforçado;
Movimento Central: Aço com proteção 52D;
Número de marchas: 6 velocidades;
Acessórios inclusos: Descanso lateral, pára-lamas e bagageiro.




Foi com essa configuração que eu adquiri a minha Nanika.

Evidente que, para deslocamentos urbanos e pequenas cicloviagens, essa configuração estaria boa. Mas, como dizia meu avô, o bom é inimigo do melhor!
Logo eu percebi que para viagens longas essa configuração estava aquém do necessário. Isso foi provado quando, com apenas 6 meses de uso, a caixa central começou a provocar estalos e tive que trocá-la.

Baseado nas minhas experiêncas e experiências de amigos que possuem uma dobrável, qual seria então a configuração ideal para uma dobrável, objetivando cicloviagens de longa distância?

Quadro: Como a maioria das dobráveis de aro 20"/16" o quadro possui um entre eixos mais curto, pois nos deslocamentos urbanos isso é uma grande vantagem, tornando a bicicleta mais ágil. Na estrada isso a torna menos confortável que uma bicicleta de tamanho convencional, contudo não chega a ser um impedimento para o cicloturismo. O quadro da Soul é bem firme e robusto. A recomendação do fabricante é para pessoas até 110 Kg.

Guidão: A Soul D60 vem com guidão flat (reto). Não acho o melhor guidão para cicloturismo, mas com um par de bar-hands podemos conseguir mais posições de descanso e "pegada" para as mãos. 



Selim: O selim sempre depende do biotipo de cada ciclista. Eu confesso que o melhor selim para o meu uso é um Brooks B17. Contudo, devido ao seu alto preço, há no mercado selins em gel bem confortáveis para cicloturismo. Eu tenho um Velo Plush grande, em gel, com molas (elastômeros) de borracha, muito macio e confortável.

O Brooks B17


Rodas: As rodas ideais são as de alumínio com parede dupla, pois suportam melhor o peso dos alforges carregados, mais o peso do ciclista. O modelo Soul D60 vem com rodas simples, em alumínio. Os raios preferencialmente serão em aço inoxidável, que não enferrujam e são mais fáceis de serem mantidos limpos.

Pneus: Os melhores pneus são sem dúvida os schwalbe marathon plus, nem slicks, nem cravudos. Um modelo misto que não agarre tanto no asfalto, mas que não derrape na pista molhada. O tamanho eu diria que entre 20 X 1.75 a 20 X 1.95 é o ideal. Os pneus originais, Kenda Kwest 20 X 1.5 são demasiadamente estreitos e lisos. Ótimos para asfalto plano, mas um pouco duros e desconfortáveis para outros tipos de terreno.
O detalhe fica por conta dos para-lamas, que podem não comportar pneus tão largos. Talvez seja necessário optar pela retirada dos para-lamas em função da troca dos pneus.

Cubos: Os cubos originais da D60 são de ferro. Além disso são monoblocos. Isso quer dizer que não oferecem condições de reparos, além da troca de esferas. Qualquer problema, ainda que seja apenas na bacia, imporá a condição de troca do mesmo. Eu sugiro a troca por cubos de alumínio, ainda que esferados, mas que possibilitem a reposição de peças internas. Contudo, há um inconveniente: Os aros possuem apenas 28 furos, portanto não será tão fácil encontrar cubos para reposição. No caso do cubo dianteiro há um inconveniente maior ainda: O entre flanges possui apenas 74 mm, pois o garfo é mais estreito. Embora eu tenha buscado insistentemente não encontrei no Brasil cubos de alumínio que obedeçam esses requisitos. Ainda não tenho certeza, mas quer me parecer que os cubos da Caloi Urbe são em alumínio com blocagens. Resta apenas saber qual a furação e se possuem a mesma medida, 74 mm. Fiz contato com a Caloi sobre esse assunto e estou aguardando a resposta. Mais adiante, no que tange á roda traseira, vou mostrar como consegui contornar o problema do cubo.

Caixa Central: Como comentei logo  no início, tive problemas com a caixa central original com seis meses de uso. Portanto, acredito que uma caixa central selada Shimano Alívio seria o ideal para o cicloturismo de longa distância. Contudo, se a grana tiver um pouco mais curta, um modelo selado da GTS também dará conta do recado.

Catraca/Cassete: A catraca original de 6 velocidades 14-28 torna a bike muito pesada nas subidas, mormente porque uma bike de cicloturismo estará sempre carregada. Optar por uma catraca de 7 velocidades, do tipo Mega-Range é o mais indicado, pois oferece uma relação mais leve para as subidas. Não esqueça que com essa mudança, há também que se mudar o trocador para um de 7 V.

Corrente: Uma corrente Shimano HG 51, ligada por um link, fica muito melhor e irá durar muito mais tempo do que a corrente original. O link permite a fácil retirada da corrente para limpeza e manutenção, assim como a sua rápida recolocação.

Bagageiro: Carregar mochila nas costas em cicloturismo de longa distância é impraticável. Mochilas provocam dores e dormência. Normalmente os bagageiros de fábrica são pequenos, pois são desenvolvidos para deslocamentos urbanos. Não comportam grandes alforges.
O uso de alforges pede um bagageiro mais alto, pois o alforge precisa ficar longe do câmbio e do calcanhar do ciclista. A escolha do bagageiro é muito importante, haja vista que no mercado brasileiro há uma total escassez de bagageiros apropriados para tal fim. Os bagageiros de alumínio são extremamente frágeis e em sua maioria não comportam mais que 20 Kg. Eu até sugiro um bagageiro importado (rear rack) Topeak, por exemplo, ou a confecção de um em aço carbono, que em caso de quebra pode ser facilmente consertado por um soldador.

Manetes de freio: Numa bike de cicloturismo, devido ao peso a ser carregado, os freios são muito mais exigidos. Assim, manetes de freio confeccionados em plástico não oferecem a mínima segurança em caso de descidas de serras, ou mesmo num momento em que o mesmo seja acionado repentinamente, por ocasião de um imprevisto. 
Sugiro manetes de freio Shimano modelo Alívio ou mesmo Altus.

O resto fica por conta do uso do capacete, luvas, e roupas as mais visíveis possíveis. Preferencialmente pode-se até usar um colete refletivo, visando a maior segurança na estrada.

E a minha Nanika, o que eu fiz de mudanças para adequar-me às minhas próprias sugestões?


Bom, como disse, começei com a troca da caixa central. Não coloquei um modelo Shimano, mas optei por um modelo GTS, selada, com eixo de 113 mm. A opção por GTS foi por razões monetárias, mas também porque já usei caixa GTS e sei da sua longevidade.

Câmbios: Sim, câmbios no plural. Fiz algumas adaptações para ter dois cãmbios, um traseiro e um dianteiro. No caso do câmbio traseiro, optei por um TX 51 que sobe bem na Mega Range de até 8 Velocidades. Assim, tenho um câmbio de 8 velocidades.


Na câmbio dianteiro, instalei um Shimano Sora (Braze on), pois foi necessário importar um adaptador com abraçadeira para instalá-lo. O tubo da Soul tem 40 mm e é um pouco inclinado, portanto as abraçadeiras normais não servem. No exterior foi possível encontrar o adaptador para esse fim:


Procure por: Dahon MU front derailleur hanger 


Assim, foi possível instalar um pedivela coroa dupla, Shimano 52/39, para trabalhar com o câmbio dianteiro. Desta maneira, a Nanika atualmente está com 16 marchas.


Esse conjunto pediu um novo modelo de corrente, pois a HG 51, raspava um pouco nas engrenagens. Troquei por um modelo HG 53 também da Shimano e ficou tudo 100%. O link usado para unir as pontas é um Powerlink Sram próprio para HG 53.


Os trocadores: Optei por trocadores Shimano Altus de 8 V, sem manetes de freio conjugados.


Manetes de freio: Optei por manetes Shimano Altus, muuuuuiiiito mais resistentes que os originais de plástico.



Rodas:

Roda traseira - Tirei a roda traseira original e instalei uma roda Vzan Aero, 36 furos. Consequentemente instalei um cubo Shimano Paralax 36 F, com blocagem e raios inoxidáveis. A roda traseira, devido ao bagageiro, é a roda que transporta o maior peso, portanto era importante fazer essa mudança. Futuramente talvez eu pense num freio a disco e, portanto, mude o cubo para suportar freio a disco, parafusos ou center lock da Shimano. 

Roda dianteira - Devido a incompatibilidade com os cubos de maior largura entre flanges encontrados no mercado nacional, por ora mantive a mesma configuração original, exceto que troquei os raios de ferro originais por inoxidáveis e pintei o aro de pretro brilhante para combinar com a roda aero traseira. Ainda estou aguardando o resultado das pesquisas que estou fazendo no sentido de encontrar uma saída para esse impasse, sem gastar muito dinheiro. Enquanto isso, se pintar uma cicloviagem longa, levo comigo graxa especial e esferas, visando manter esse cubo em perfeitas condições de uso.



Pneus: Ainda não mudei, mas futuramente irei mudá-los com certeza. A idéia é instalar os Schwalbe, mas encontrá-los no Brasil está difícil. Outrossim é o preço quase proibitivo para importá-los. 

Selim: Por ora estou usando o Velo Plush "sofazão", com molas de borracha (elastômeros). Um selim, como já disse, muito confortável. Se pintar uma cicloviagem de longa distância não hesitarei em instalar o Brooks que atualmente equipa a minha outra bike de cicloturismo, a Mentika.


Bagageiros: Finalmente o bagageiro traseiro é um Wencun em alumínio, que eu já tenho há anos. Pena que o mesmo desapareceu do mercado brasileiro, pois embora em alumínio trata-se de um ótimo bagageiro, suportando bastante peso. Já fiz inúmeras cicloviagens com ele, com alforges super carregados e não tive qualquer problema. Se alguém encontrar um no mercado brasileiro, não perca a oportunidade em comprá-lo, pois valerá casa centavo investido.





Na dianteira, apenas para carregar o saco de dormir e o colchonete/isolante térmico que são extremamente leves, ousei instalar um bagageiro Tranz-X CD 220. Esse bagageiro é preso nos bosses do V-Brake e no parafuso do centro do garfo.
Ideal para transportar coisas leves, pois costuma soltar as soldas nas trepidações, como já ocorreu comigo numa cicloviagem longa. Convém mantê-lo sempre bem ajustado, pois possui várias articulações com parafusos e porcas auto-travantes.









Um bom espelho retrovisor irá ajudar sobremaneira o cicloturista a enxergar os veículos que vêm de trás, sem que para isso seja necessário voltar a cabeça. O uso de luvas e capacete também são imprescindíveis para a segurança do biker.

Lembrando que essas são as sugestões e mudanças efetuadas baseadas na minha experiência como cicloturista e usuário da bike, não focadas em  normas técnicas fechadas. O usuário pode optar por outros componentes e mesmo discordar das minhas opiniões.


Algumas marcas de bikes dobráveis aro 20" que podem ser encontradas nas lojas brasileiras, do ramo:

Blitz
Caloi
Dahon
Durban
Soul
Tern
Tito

No mais, aqui segue o cicloabraço do...


24 comentários:

Petrus Freire disse...

Antigão,

To comprando uma D60, preta, como a sua. Sou de Fortaleza-CE e minha pretensão é usá-la para deslocamento ao trabalho.
Atualmente já vou pro trabalho de bicicleta (Caloi Comfort) mas como não tem bicicletário, fico muito preocupado de deixá-la na rua, presa pelo cabo de aço (vou guardar debaixo da mesa).
Vi todas as alterações que você fez e, em primeiro lugar quero agradecer por partilhar suas opiniões, conhecimentos e experiência. Muita gente pode precisar dessas informações.
Queria lhe fazer duas perguntas: 1a. Se você considerar todas as mudanças e despesas que fez na D60, ela estaria custando quanto? Qual a diferença do preço original para o que você investiu nela? 2a. Você equipou ela toda desse jeito pra cicloturismo, mas não fica com receio de que o tamanho das rodas seja um empecilho relevante durante as viagens? Não seria melhor usar a sua outra, aro 26?
Acho que foram mais de duas perguntas rsrs .... meu amigo, um forte abraço !!! Deus te abençoe e continue te dando força e disposição.

Waldson Gutierres disse...

Olá Petrus!
Em primeiro lugar agradeço a visita ao blog.
Honestamente não cheguei a fazer esse tipo de avaliação. Contudo creio que gastei uma vez e meia o preço dela nova para fazer todas as implementações.
No sudeste temos muitos problemas com a logística das cicloviagens, no que tange o retorno, quando este é feito de ônibus. Dependendo da data há vaga para o passageiro mas não há vaga para a bike. A bike dobrável aro 20 torna-se exceção nesses casos, pois ocupa menos espaço que uma mala no bagageiro do ônibus.
As rodas pequenas, você vai perceber isso quando usar a sua D60, são muito ágeis e de boa performance. A posição sentado nesse tipo de bike também me favorece, pois já fiz 4 cirurgias de coluna e quanto mais sentado eu fico é melhor.
Todas essas implementações foram pensadas num projeto futuro que tenho de uma grande cicloviagem para 2014. Foi uma pena esse meu problema cardíaco, pois interrompeu o curso do projeto. Mas ele vai continuar se Deus quiser!
Até agora o único inconveniente que se me apresenta para o aro 20 são as estradas com muito barro, uma vez que o câmbio fica mais próximo ao solo do que as bikes 26 ou mesmo 700. Mas isso é contornável.
A minha Mentika está equipada com rodas 700c. É aquela que usei para cicloviajar ao Sertão da Bocaina mais recentemente.
No mais, agradeço por nos prestigiar visitando o Blog regularmente e fique com Deus também, pois Ele é onipresente.
Grande abraço e parabéns pela escolha da D60. É uma bikezinha incrível!

Petrus Freire disse...

Waldson,

Espero que esteja bem.

Acabei comprando mesmo uma bike igualzinha à sua. preta, D-60.

Estou indo pro trabalho nela há duas semanas. Na primeira semana o selim atrapalhou muito, é duro e transmite todas as irregularidades do terreno pro piloto ... haja bunda e coluna.

Segui sua dica e comprei um selim em gel com elastômero TITO ... mudou 100%.

Por enquanto não fiz mais nenhuma alteração.

Não pretendo colocar marcha na coroa porque a coroa original tem uma proteção importante pra não sujar a calça na corrente.

Até pensei em mudar o passador por um mais eficiente, mas teria que mudar a catraca tbm, enfim o sistema traseiro todo.

Coloquei luzes .... uma vermelha atrás e uma branca na frente, pisca pisca e um alforge de garupa pra levar minhas coisas.

Como vou usá-la apenas pro trabalho (inicialmente), acho que não vou incluir mais nada.

Sua opinião e suas observações foram fundamentais para minha escolha.

Forte abraço!

Petrus

Waldson Gutierres disse...

Beleza, Petrus!

Com certeza vais adorar a miudinha! A danadinha é ágil no trânsito e não tem prá ninguém! As modificações que você fez são mais do que suficientes para o pedal urbano.
Grande abraço e sucesso com a D-60!

Petrus Freire disse...

Waldson,vou fazer um upgrade na minha miudinha, devo estar postando as fotos no meu blog nesses dias e te aviso ... http://idadeeesporte.blogspot.com.br

Petrus Freire disse...

Waldson,vou fazer um upgrade na minha miudinha, devo estar postando as fotos no meu blog nesses dias e te aviso ... http://idadeeesporte.blogspot.com.br

Ricardo disse...

Waldson, tenho uma D7, coloquei um selim desse tiop, gel, com molas, mas mesmo assim, sinto muitas dores nas nadegas após 10 km de pedalada... Fiz um pedal de 23 km com um grupo, mas no final eu já estava quase pedalando em pé! rs... mas só ando de vez em quando... seria falta de costume? Eu estava achando que a posição de pilotar dela é que não era muito boa, mas agora que vi que vc fez uma viagem longa, já estou em duvidas. Parabéns pelo blog!

Luciano Dinamarco disse...

Amigo, estou adorando ler seus relatos e experiências. Adoro passear de bicicleta. Estava prestes a fechar na soul d70 quando achei uma promoção onde a tern c7 saiu mais barata. Foi a minha opção. Já instalei o movimento central e fitas anti furos nos pneus. Já instalei os bagageiros e estou montando uma roda traseira com 8v 11-32. Surgiram algumas duvidas. A braçadeira que permitiu instalar o pedevela com duas coroas, o conduite morre nela? Vc teve problemas para importar a braçadeira? Os trocadores são de 3 coroas foram limitados no cambio para funcionar em 2 coroas? Comprarei os passadores 8v na próxima semana e gostaria de um modelo compatível para a futura instalação do pedevela.

Waldson Gutierres disse...

Oi Luciano!
Agradeço por prestigiar o nosso Blog.
Vamos ao que você escreveu:
"Surgiram algumas duvidas. A braçadeira que permitiu instalar o pedevela com duas coroas, o conduite morre nela? Vc teve problemas para importar a braçadeira? Os trocadores são de 3 coroas foram limitados no cambio para funcionar em 2 coroas? Comprarei os passadores 8v na próxima semana e gostaria de um modelo compatível para a futura instalação do pedivela."

Não, o conduíte morre no câmbio. A abraçadeira é apenas um meio de prender o câmbio dianteiro, como nas MTBs.

Não tive problemas para importar o adaptador. Peguei via Thor USA, nos EUA. Inclusive fui taxado pela Receita Federal em 53,00 Reais. Na minha opinião, um roubo pois não existe peça similar no Brasil.

Sim, o trocador dianteiro é para 3V e foi limitado para 2V. Os trocadores são Acera, se não me engano, sem manetes de freio integrados.

Grande abraço, escreva sempre e mais uma vez obrigado por prestigiar o nosso Blog.

Oilusionista disse...

acho que vc deveria colocar uma suspensção na bicicleta também ^^ ai ia ficar show.

Waldson Gutierres disse...

Oilusionista, não sou muito chegado em suspensão para bikes usadas para cicloturismo. Não vejo essa necessidade. Creio ser apenas um peso a mais. Agora, se for para estradas de terra ou trilhas aí sim vale a pena.
E olha que já usei até Manitou hidráulica!
Agora, freio a disco, isso sim é imprescindível!
Abraços, obrigado pelo comentário e por prestigiar o nosso Blog!

Davi paulo leandro disse...

Amigo,
estou pensando em comprar uma tern D8 com a seguinte configuração:
ESPECIFICAÇÕES
ARO:20
MARCHAS: 8
PESO: 12,1Kg
QUADRO:
Link, 6061-ALUMÍNIO
GARFO: Aço
FREIOS: V- BRAKE Alumínio
ALAVANCA DE FREIO: Alúminio
CUBO DIANTEIRO: Mini by Formula, aluminum
CUBO TRASEIRO: Formula, 8 spd. cassette
AROS: Aluminum
PNEUS: Schwalbe Citizen
PASSADORES DE MARCHA: SRAM MRX Comp, 8 spd.
CÂMBIO TRASEIRO: Neos 1.0 Rapid Rise
PEDIVELA: Alumínio
CASSETTE: Sunrace 8 spd., 12-32T
CORRENTE: Taya Octo, 8 spd.

Será que conseguiria adaptar um pedivela coroa dupla, Shimano 52/39?
conseguiria subir aclives com alforges com pouco esforço?
Grato.

William Silva disse...

Caro Antigão, comecei a segui-lo por algumas duvidas minhas com relação a minha D60 e procurando informações na internet lá que estava vc kkk. valeu pelos toques já sentidos na pele como por exemplo a questão da caixa central. vou ter que troca-la.

abraços

William Silva

Fabio Latorre disse...

Caro Antigão.

Encontrar seu blog abriu novos horizontes para a utilização da minha dobrável.
Estou com uma Durban Bay 6 há dois meses e já rodei mais de 400km nas ciclovias de SP, mas vou começar a desbravar o cicloturismo.
Em breve começarei a equipar a bike para melhorar a experiência e suas dicas estão sendo ótimas e ao ler os demais posts só melhora.
Também tenho 6 parafusos na coluna e o conforto é fundamental, a primeira alteração será um selim confortável.
O primeiro passeio será de Mauá a Paranapiacaba, depois vou aumentando o trajeto. Meu objetivo é fazer um passeio de Brasília até a Chapada dos Veadeiros. Pretendo fazer um blog para colocar as experiências, assim que tiver o link te envio.
Obrigado e aguardo novos posts.

Waldson Gutierres disse...

Olá, Fábio Latorre, boa noite!

Primeiramente obrigado por prestigiar o nosso Blog. Já que você como eu tem os famosos pinos na coluna, a dobrável irá amenizar quaisquer dor que venha te acometer em função das pedaladas. Pelo fato de pedalarmos mais eretos, não forçamos os pontos de cirurgia, onde a coluna, devido aos pinos e placa, não se curva.
Eu estou usando um selim Velo Plush, que custa na faixa de uns 70, 80 Reais e tenho me dado muito bem. Existem uns sofazãos, com molas de elastômeros que são também muito confortáveis, contudo é necessário ter o bum bum meio grande, hehehe.
A Chapada dos Veadeiros é um lugar que, se der certo, ainda hei de conhecer. Quando eu decidi pelo cicloturismo a primeira matéria que eu li, em 2008, foi de um cicloviajante que fora para a Chapada dos Veadeiros. Ele tinha 55 anos naquela época e eu 58. Assim me identifiquei com o sujeito na mesma hora, principalmente porque ele também era hipertenso como eu, e não tinha vergonha de empurrar a bike carregada nas grandes subidas.

É isso aí, vá treinando devagar, aumentando a quilometragem aos poucos como você mesmo sugeriu e logo estará percorrendo grandes distâncias sem sentir.
Somenão! Escreva sim, sempre que quiser.

Obrigado pelo seu comentário e um grande e fraternal cicloabraço do Antigão!

Waldson Gutierres disse...

Grande Willian Silva, boa noite!

Obrigado pelo seu comentário!

Nosso objetivo é sempre ajudar quem está começando. Nada me dá mais prazer do que poder passar a minha humilde experiência para os amigos Bikers, portadores das miudinhas, como eu.

É, parece que caixa central dessas bikes não vieram boas não! Mas, ainda bem que o resto compensa! Só de ver as cicloviagens que já fiz com a bikezinha carregada e atravessar os locais que atravessei e não tive problemas já é um super consolo. Para mim foi um ótimo investimento.

Em novembro agora será mais um pedal com a Nanika e em janeiro/16 já temos um bem longo para ela, se Deus quiser!

Espero que curta bastante a sua miudinha e que ela te traga muita felicidade.

Um grande e fraternal cicloabraço do Antigão!

Joel Oliveira disse...

Amigão boa tarde.

Cara estou com uma dúvida, em qual bike comprar. Vou usar para vir para o trabalho. Moro a 14km do trampo e gasolina aqui em João Monlevade está muito cara. Enfim... Estou entre a Soul D60 e uma Durban Bay 6. E aí qual me indicaria?

att

Waldson Gutierres disse...

Prezado Joel Oliveira, boa tarde!
Desculpe a demora em responder a sua pergunta. Andei ausente do Blog por uns tempos por motivos de foro íntimo.
Olha partindo do pressuposto que as duas bikes por você citadas têm mais ou menos a mesma configuração e quadro de aço carbono, eu ficaria com a Soul D60. Eu explico porque: A Soul tem o quadro fabricado pela famosa Dahon, japonesa. O sistema de dobradiças também é padronizado pela Dahon. Nesse caso, creio tem uma garantia melhor.
Imagine quanto peso eu carrego na minha Soul quando estou cicloviajando e me sinto muito seguro em descidas longas e vários tipos de terreno. Eu ficaria com a Soul, com certeza.
Grande abraço.

Alexandre Schultz disse...

Olá, tenho lido seu blog por conta do uso de bike dobrável. Quero te pedir um grande, aliás enorme favor. Eu tenho uma bike dobrável Space by Hummer Bike. Acontece que a mesa do guidão é muito frágil e está desgastada, com uma baita folga, chega a ser perigoso desconectar o guidão durante a pedalada. Você sabe me dizer onde consigo comprar uma peça para substituir a atual? Mesmo que não seja da mesma marca pois acho que não encontrarei. É a mesa que a gente desconecta para dobrar o guidão, a folga está bem ali. Desde já agradeço a atenção amigo. Boa cicloViagem pra você! Alexandre Schultz alexandre@AfterSchool.com.br.

Waldson Gutierres disse...

Olá Alexandre Schultz, boa tarde!
Confesso, não conheço as Space by Hummer Bike. Contudo, falei com um amigo proprietário de uma bicicletaria e ele ficou de dar uma pesquisa com fornecedores de peças para ver se consegue alguma informação. Espero que ele consiga.
Seria interessante você passar uma ou mais fotos da peça em questão. Pode passar para o meu e-mail: antigao.cicloturista@gmail.com
No mais fico na torcida que logo encontremos uma peça original ou similar que possa deixar a sua bike boa e segura.

Obrigado por prestigiar o nosso Blog e um grande cicloabraço!

Alexandre Schultz disse...

Obrigado Waldson, eu acabei encontrando o representante da marca aqui no Brasil, é um cara lá do Sul de SC. Já me arrependi de ter comprado a bike pois apesar de ser uma bike excelente, contar com o suporte aqui não é a melhor coisa do mundo. Estou há duas semanas para receber a peça, fica difícil assim, toda a vez que precisar de uma peça de reposição proprietária, esperar 15 dias para orçar, comprar, tempo dos correios, etc.

Agora se puderes me ajudar sugerindo onde em São Paulo capital eu possa comprar um bagageiro traseiro para minha bike dobrável de aro 20, já me ajudará um montão pois pela web não encontrei, liguei para 7 lojas e nenhuma vende bagageiro para bike dobrável... baita trabalho...
Boa viagem pra você aí! continuamos segundo sua história. Abraço.

Waldson Gutierres disse...

Olá, Alexandre, boa tarde!

Folgo em saber, que mesmo com todas as dificuldades comentadas, você conseguiu a peça para repor em sua bike. Menos mal. Hoje mesmo cobrei meu mecânico sobre uma resposta e ele disse que não havia conseguido nenhuma informação sobre o fornecimento de peças e reposição para sua bike Hummer.

Quanto ao bagageiro, esta loja tem, no padrão para Dahon. Precisa ver se serve na sua bike
https://www.freecycle.com.br/home.asp?idloja=8802
Ás vezes a gente precisa por a criatividade em ação e fazer alguma adaptação.
Se você observar nos meus artigos com a dobrável, uso um bagageiro normal (Wencum), de alumínio, que adaptei. Fiz a adaptação porque para usar alforjes os bagageiros específicos de dobrável não servem, uma vez que os alforjes batem no câmbio e nos calcanhares.
Contudo, para uso urbano, os bagageiros servem muito bem. Na minha dobrável tem até bagageiro dianteiro!

Obrigado por prestigiar o nosso Blog!
Um grande cicloabraço do Antigão!

Romero CArvalho de Albuqueruqe Carvalho disse...

Grande Waldso, tudo bem ?
Tenho acompanhado seu blog e aprendido muito com você, espero que não pare de postar os "up grades" que você tem feito na sua bike.
Eu tenho uma Dahon dobrável D7 Speed e sou doido pra fazer tudo o que você fez na sua e gostaria de saber de sua pessoa qual o primeiro passo ou peça q devo trocar. Uma coisa posso adiantar, farei muitos cicloturismo com ela e minha caixa centtal, diferentemente da sua não deu problemas até agora. Seria uma prioridade trocar pra colocar o pé de vela q vc colocou? Mais uma vez ressalto que meu intuito é realizar na minha Dahon dobrável D7 Speed oq vc fez na sua. Outra coisa é que fui no site e vi o adaptador q vc comprou e vejo que segundo o site deles faz é tempo q não tem em estoque, seria necessário a compra desse adaptador pra usar na minha Bike?

Waldson Gutierres disse...

Olá, Romero Carvalho, bom dia!

Bom, vou começar pelo adaptador para o câmbio dianteiro braze on, o Litepro. Encontrei-o no Ebay, neste link.
http://www.ebay.co.uk/itm/LitePro-Front-Derailleur-Clamp-Adapter-P-Series-Braze-On-For-Dahon-P-Frame-/281779318910?var=&hash=item419b5b307e:m:mZnD5a-b3ctlFvvWdsIOQCQ
Copie o link acima na URL de seu navegador e irá parar no produto.
Por que o adaptador é necessário. Ocorre que nas bikes dobráveis, principalmente as Dahons e Souls, o tubo onde se prende o câmbio é bem mais grosso que os das MTBs. Se não me engano a Dahon tem 40mm as MTBs em torno de 36mm. Infelizmente esse Litepro não é encontrado no Brasil.

Uma jogada para não usar câmbio dianteiro seria colocando um cubo Nexus traseiro com mais de 8V, embora eu não tenha feito essa experiência. Portanto não sei como ficaria, se melhor ou pior, ou até igual, cassete normal 8V com coroa dupla na frente.
Quanto ao pedivela com coroa dupla, se a sua cx. central for ponta quadrada não há o que adaptar. É só tirar um e por outro.
Dá para fazer cicloturismo com a sua bike, sem ter que fazer muitas adaptações. Eu começaria comprando um bagageiro de MTB e o adaptaria, como fiz na minha Soul, para que os alforjes não batam nem no câmbio da bike, nem no calcanhar do cicloturista. Depois mude o cassete para um Megarange que tem uma engrenagem de 34 dentes, e com isso, você tem mais performance nas subidas. Pode ser mesmo de 7V, de rosca.
Se achar que vai carregar muito peso, então tem que trocar a roda traseira, o cubo e raios. Nesse caso aproveite e já coloque um cubo para cassete de 8V. Só que será preciso trocar também o cassete e trocador de marchas. No meu caso coloquei um cubo Paralax da Shimano, um cassete Shimano de 8V, uma corrente Shimano HG53, trocadores não integrados aos manetes de freio, Aro Vzan de 36 furos com raios inoxidáveis.
Coloquei também um bagageiro dianteiro, CD-220, para distribuir um pouco o peso. É isso. Se tiver dúvidas, mande um e-mail para antigao.cicloturista@gmail.com e esponha suas dúvidas. Terei prazer em ajudar no que estiver em meu alcance.
Grande cicloabraço do Antigão e obrigado por prestigiar o nosso Blog!