terça-feira, 20 de novembro de 2012

Ilha do Mel, uma verdadeira cicloaventura!

Saindo da Ilha Comprida, passando pelas Ilhas de Cananeia, Cardoso, Superagui, Peças, e Mel. Cidades como Paranaguá, Morretes e Curitiba.


Pedalando em asfalto, areia, terra, cascalho, lama, barco e trem, num ciclotur inesquecível.

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Era um projeto que eu vinha amadurecendo desde 2010, ou seja, antes mesmo de ter passado pelas 4 cirurgias de coluna, que me tiraram de ação por quase um ano.
Todas as vezes que eu lia um relato envolvendo essas Ilhas meu coração batia mais forte. Eu precisava, eu tinha que pedalar nesses lugares.
Durante todo esse tempo alguns cicloturistas se propuseram a ir comigo, mas infelizmente não puderam. De todos, o que me deixou mais triste e chegou a provocar algumas lágrimas foi a amiga e cicloturista Michelle Murta. Ela estava entusiasmada, se programara, comprara itens faltantes na sua tralha para fazer comigo a cicloviagem e dois dias antes da partida sofreu um acidente de moto que a levou para o repouso com a perna engessada. Já havíamos adiado a viagem por duas vezes e, infelizmente, eu não podia fazê-lo novamente.
Mas, como eu sempre digo não cai uma folha se Deus não quiser. Vai saber porque o Papai do Céu permitiu que isso acontecesse?! Graças a Deus ela está bem e outras cicloviagens virão com certeza.

Assim, na companhia de Deus, no dia 04/11/12 saí de casa pedalando em direção ao Terminal Rodoviário de Barra Funda, onde embarcaria para Ilha Comprida, ponto de partida do pedal. Estava uma manhã fresca, meio nublada, mas tranquila para pedalar. Como era domingo poderia ter ido de Metrô, mas optei por ir pedalando. Apenas 20 Km me separam do Terminal. Ademais, estava com a bike carregada e, nesse caso, teria que ir subindo as coisas aos poucos, como formiguinha, nas escadas rolantes. Esse monta / desmonta não me atrai.
Não saí muito cedo, pois a hora do meu embarque era 10 hrs, pela Intersul.

No caminho tive que fazer alguns desvios mesmo estando de bike, pois havia várias interdições devido a uma corrida de pedestres.

Corrida próxima ao Shopping Anália Franco.


Bairro da Moóca, onde eu nasci e vivi até os 8 anos.





Palácio das Indústrias. Antiga sede da Prefeitura Municipal de São Paulo.




Mercado Municipal.




Foi ótimo ter ido pedalando, pois pude estrear a nova ciclovia liberada para lazer, no Elevado Presidente Costa e Silva, conhecido pelos paulistanos como Minhocão. Essa importante ligação Leste/Oeste de São Paulo fica fechada aos domingos, podendo ser usada para lazer e agora para pedalar.

Elevado Costa e Silva



Foi pedalando nesse Elevado que pude conhecer pessoalmente o amigo e também cicloturista Shauan, de Carapicuíba, SP. Foi um prazer enorme conhecê-lo pessoalmente e trocarmos algumas ideias.


Com o amigo Shauan Bencks



Rumei rapidinho para o Terminal Rodoviário, pois estava próximo da hora de meu embarque.

Na Intersul (http://www.intersul-transporte.com.br/) não tive qualquer problema para embarcar a mim e a bike. Aliás essa empresa está de parabéns, pois os motoristas e fiscais estão sempre prontos a ajudar, são educados e gentis.

Por volta das 14 horas cheguei em Ilha Comprida, mais precisamente no Camping do Chalé, onde o Sr. Sílvio me aguardava. Estava com uma fome danada! Mal montei a barraca e saí para almoçar, antes mesmo do banho, confesso.






Na Av. Copacabana encontrei essa padaria que, por R$ 10,90, serve um almoço farto e delicioso. Fica aí a dica para quem quer comer bem e gastar pouco.




A priori a meta era sair pedalando na manhã seguinte em direção á Ilha de Cananeia, mas notei que estavam faltando alguns itens na minha tralha. Assim, marquei a saída para a terça-feira e na segunda eu compraria o que faltara.
Foi ótimo, pois o amigo e cicloturista Valmir,  do Casal Pedal  (Vivendo sobre duas rodas) fez contato e combinamos de nos encontrarmos em Pedrinhas, de onde ele pedalaria comigo até Cananeia. Como o Shauan, eu não o conhecia pessoalmente, mas já havíamos trocado idéias por e-mail, pelo Blog e pelo Facebook.

Algumas fotos em Ilha Comprida:
















O cair da tarde.










O "tira gosto" na praia.




E a noite chegou.





Terça-feira, 6/11/2012. O dia amanheceu bonito, prometendo muito sol.  Não saí muito cedo, pois pelos meus cálculos  conseguiria fazer uma média de 20 Km/h e chegaria em Pedrinhas no horário marcado com o amigo Valmir.



Eu e o Sombra, meu fiel companheiro dos dias ensolarados, saímos com o vento a favor, uma delícia. Parei apenas numa lanchonete para tomar um café rápido e continuei pedalando em direção á Pedrinhas.




Até Pedrinhas é tudo asfalto. Bem, nem tudo. Tem um trecho que cascalho esburacado que vale mais a pena sair na primeira oportunidade e ir pela areia, desde que o vento esteja a favor, é lógico.






Cheguei no trecho de cascalho esburacado, achei uma saída para o mar e não hesitei: Caí fora! Vamos pedalar na areia! Ainda faltavam uns 10 Km para chegar a Pedrinhas.


 Mar á esquerda, mato e dunas á direita. Lá vou eu por esse areião duro, melhor que asfalto.




Ilha Comprida tem 74 Km de praias, na maioria desertas.





Detalhe do céu... lindíssimo!



Ops, parei! Obedecer a sinalização é preciso! Lógico que se trata de uma gozação.



A Mentika carregada e o Antigão. Ambos adoram as praias desertas!




Parei para ver os pescadores arrastarem a rede. Bons peixes.




O belo peixe espada. Esse peixe frito é uma delícia.



 Mais uns Kms adiante e encontrei o amigo Valmir que me esperava na entrada de Pedrinhas.



Feitas as apresentações, saímos pedalando juntos num bom papo até Cananeia. Mais 22 Km de areia e estaríamos no embarcadouro para pegar a Balsa.



Muitas gaivotas pelo caminho e... Mutucas!!! 
Centenas delas picando até o Sombra projetado na areia!




Eu nunca vira tantas mutucas juntas. Grandes, saradas e ávidas por sangue! Mal eu sabia que elas iriam me importunar por toda a cicloviagem!

Mas, mutucas á parte, praguejando e abanando com um pano, segui viagem em companhia do amigo Valmir.


Chegamos ao pier da balsa para Cananeia.



Que mar lindo! Dá vontade de mergulhar.



Já em Cananeia...





Eu e o Valmir.




Fomos direto para a casa do Valmir, onde tomei um banho e fizemos um lanche de frios e cerveja para comemorar o nosso encontro. O Valmir é um excelente anfitrião, sua esposa Alcione um amor de pessoa.
Fiquei admirado com tanta bondade e atenção desse casal maravilhoso. E olha, pedalam muito! Conhecem toda a região de Cananeia e adjacências. As orientações do Valmir, sua logística, contribuíram em muito para o sucesso desta cicloviagem. 




Eu pretendia atravessar de barco para a Vila de Marujá, na Ilha do Cardoso. O Valmir e Alcione me orientaram a pegar a Estrada do Ariri e unir o útil ao agradável: Economizar uns bons reais e pedalar numa estrada muito legal, em meio á mata e cheiro de fogão de lenha. E mais! O Valmir ajeitou um colega de trabalho para fazer o seu plantão no SAMU e fez a viagem comigo, de Cananeia até o Ariri e Ilha do Cardoso! Imaginem pedalar ao lado de um ótimo companheiro e conhecedor de toda a região! Não poderia ser melhor!


Aqui vão as fotos do outro xodó do Valmir: Aquarismo.







Outras fotos de Cananeia, uma cidade aconchegante.




Opa, Piratas do Caribe?!



Portal de Cananeia.














Fiquei dois dias em Cananeia. Na primeira noite pedalamos juntos pela cidade e na noite seguinte fomos jantar juntos em um restaurante á beira do canal.

No segundo dia, aproveitei para passear pela cidade e conhecer o Mirante, de onde se avista tudo até onde a vista pode alcançar. A subida é ingrime, mas compensa. Aconselho o uso de calça, camiseta de manga comprida e um tênis. Passe repelente nas partes visíveis do corpo, pois como a subida é feita no meio da mata há muitos pernilongos. A bike não chega até o final da trilha. Deixei a Mentika presa com cadeado no início da trilha.






A trilha por onde cheguei ao topo.







Na volta parei no porto, onde é desembarcado e comercializado o pescado. Conheci o Capitão e Marujos de um barco de pescadores que me convidaram para um churrasco a bordo. Pessoal do Guarujá, mas que passam meses no mar pescando. Infelizmente tive que recusar o convite, pois ainda precisava me preparar para o dia seguinte, quando então seguiríamos para o Ariri.


Casas típicas da região.




O dia seguinte será de Cananeia a Ilha do Cardoso, via Estrada do Ariri, onde até serpente encontramos na estrada. Muita terra, cascalho e lama. Minha primeira travessia de barco, com o Valmir e nossas bikes.

Aguardem o próximo relato.



Por ora, obrigado pela visita e abraços do Antigão!


7 comentários:

Luiz Bettoni disse...

Grande Mestre, parabéns!
Muito bacana. Fico aqui ansioso pelo restante do relato! =)
Hábraços!

blogger disse...

Belas chapas. Ah, e o tiragosto, só prá botar inveja, ou melhor, nos deixar com uma fome danada.
Parabéns pelo roteiro!!!

Gabriel Rangel disse...

Fantástico, a região, as pessoas, as fotos, os lugares, seu ânimo, tudo isso da uma alegria muito grande de ler seu relato.
Grande amigo, estou a espera do resto do relato, pois já vi fotos suas com o pessoal do O2 em curita e a curiosidade já estava grande, agora então, ficou enorme.

Abração

Gilmar Doistempos disse...

Parabéns Waldson, otima aventura e
roteiro pra viagem. Paisagens lindas.

[]s a voce e aos amigos da viagem ;)

Michelle disse...

Parabéns pela belíssima viagem, Waldson!!
Não teve como não me imaginar durante esses dias contigo, mas certamente não faltará oportunidade.
Aguardo ansiosa pelos próximos relatos.
Abraço

Loureiro disse...

Parabéns Antigão... show de viagem!!! Essa ainda quero fazer... abração

Shauan Bencks disse...

Antigão, que honra aparecer em seu blog.... vou publicar algo no meu falando deste seu relato....
Amigo, boa viagem.. em em Janeiro vou fazer uma super expedição no interior de SP... vamos nos manter conectados... abraço Shauan