segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ciclopasseio pela grande São Paulo

Após um período de recesso forçado, hoje, 15/11, deu para fazer um pequeno mas prazeroso passeio de bike pela grande São Paulo.
Nestes úlitmos meses, eu que sempre gostei de fazer no mínimo um ciclotur mais longo uma vez por mês, me vi privado pelas circunstâncias de cumprir esse salutar propósito.  Qual é o biker que não gosta de pedalar? Mas, ás vezes ficamos impedidos de fazê-lo.
Tive sérios problemas de saúde em família e tive que voltar a minha atenção para eles. Mas, agora,  as coisas já estão mais próximas do que a gente deseja. Não está tudo 100%, mas com a graça do bom e misericordioso Deus há de ficar.

Eu estava me limitando a uns poucos pedais de fim de semana, bem próximos á minha casa, mas hoje deu para dar uma esticadinha. Nada tão longe, mas do jeito que eu gosto: com áreas verdes á vista.
Aliás, depois de passar por momentos mais angustiantes, eu estava ávido por um pouco de verde, por um pouco de solidão, nada que um pedal solo não possa realizar.

Eram 7:30 hrs da manhã quando saí de casa. Saí meio sem rumo, mas logo defini que eu queria conhecer a interligação que a Prefeitura e o Estado construira entre o Rodoanel e a Av. Jacu Pêssego, na Zona Leste. Mas e se esse pedal começasse pela Rodovia dos Imigrantes? Talvez após ficar meio parado eu me contentasse com um pedal de mais ou menos 50 Km. Bom, sobe uma avenida, desce outra e tudo ficou definido: O pedal começaria pela Imigrantes!

Primeira descida, ainda próxima ao bairro onde moro, na Zona Leste de São Paulo.


Logo cheguei a Av. Luiz Ignácio de "buraqueira" Mello.



Obras do Monotrilho, na Luiz Ignácio de 
Anhaia Mello.





Rua Cavour, em Vila Prudente. Boas lembranças, pois passava por esta rua quanto ia para a escola, em 1960. É... o tempo passa. Ou... a gente passa.


A récem inaugurada Estação Vila 
Prudente do Metrô.





Museu do Ipiranga, imponente, com sua bela arquitetura. Ruas próximas todas interditadas, preparadas para a festa.


Av. Ricardo Jafet, que dá acesso á Rodovia dos Imigrantes, apresentando pouco tráfego 
a esta hora da manhã.

Shopping Plaza Sul, na Ricardo Jafet.

Começo da Rodovia dos Imigrantes. Um acostamento de dar gosto!

Ainda que timidamente, os primeiros flashes de verde começam a aparecer... estou gostando!


E notem que não estou sozinho. A frente um pessoal de Speed que passou voando por mim.

Opa! O visual está melhorando, mas o sol também está aquecendo. Melhor parar para trocar de camiseta, pois estou de camiseta longa, passar um protetor solar e vestir uma camiseta de manga curta.


Que beleza! Estou chegando na área verde. Rodoanel a vista!

Passei por aqui em julho deste ano, mas segui em direção a Régis, agora vou em direção á Mauá.


O Rodoanel está ficando muito bonito, com acostamentos largos, ótimos para um bom pedal.


Caramba! Vai além do que eu previra!  Já pedalei 43 Km e tá tão bom que nem percebi. Que venha mais 18! Como já conhecia o Rodoanel, tratei de trazer duas caramanholas de água e algumas barrinhas de cereal, pois aqui não há absolutamente nada onde se apoiar. Restaurantes, postos de gasolina, nada disso existe por aqui.

O verde da mata e o azul e branco do céu fazem uma combinação perfeita de paz e harmonia espiritual. Perfeito.


Parece que São Paulo ás vezes esconde algum cantinho mais belo e só o mostra aos bikers.

A estradinha perdida na mata e a beleza dos Manacás.

Em contrapartida, as margaridinhas para fazer ciúme povoam e dão brilho ao acostamento.


Olha lá a Rodovia Anchieta. 
Ao fundo a Represa Billings.


E lá vamos nós enchendo os ólhos de Natureza.


Para minha despedida do verde, a água formou esse I de incrível. Intão Inté!


É, agora estamos chegando em Mauá-SP. E já vai dando para perceber...


Que bikes não são bem-vindas aqui. 
Sr. Prefeito, cadê a ciclovia?!

A Avenida que dá acesso á Jacu Pêssego ficou muito boa... bonita. Mas, se o tráfego de bike for feito em dias de semana, quando as carretas passam por aqui, essa calçada larga e deserta com certeza 
dará uma ótima ciclovia.

Tem até passarela QGP. Ah, você não sabe o que é QGP? Eu explico: É uma sigla que significa Quebra Galho Provisório! Ah, ah, ah.


Caramba, dei uma errada feia. Vi e fotografei a placa, mas passei direto. Pedalei mais uns 2 Km
e percebi que tinha alguma coisa errada. Pedi informações a um rapaz que me informou que eu passara da entrada certa para São Matheus.  Eh, voltei né!


Chegando na Av. Aricanduva, 
próximo ao meu lar, doce lar.



Inté amigos! Foi um ótimo passeio pelos arredores de São Paulo. A cabeça saiu pesada, voltou leve como uma pena.
13:30 horas cheguei em casa para um belo banho e um lauto almoço.
Fiquei muito feliz ao ver o Cateye marcando 80,20 Kms pedalados. Saí pensando em pedalar 50 e pedalei 80, nada mal para quem estava no ferrugem.



Mais uma vez agradeço a Deus por mais esta oportunidade de contemplar uma pequena parte da imensa obra de Sua criação. Espero nunca deixar de amá-Lo e glorificá-Lo.


Waldson (Antigão).

4 comentários:

FabioTux® disse...

Dá-lhe Mestre!

Pedalzinho batuta esse, hein?
Andar no Rodoanel é realmente ótimo. Eu só conheço o Trecho Sul, mas sempre que ando por lá, fico bastante satisfeito.

E que beleza que nos teus lados aí tem essa maravilha de verde, mesmo escondida...

Um grande abraço e bons giros, Mestre!

FabioTux®

elton disse...

hola, Antigão!!
quem me dera ficar um mês sem pedalar e conseguir fazer 80km assim!!
a correria por aqui também me afastou um pouco (só um pouco) dos pedais, principalmente os mais longos...mas estou confiante para o final do ano e início de 2011...
abraços
Elton40

svicente99 disse...

Fala, "Antigão". Achei mt show este post! Excelente pedal este de 80km pelo Rodoanel. Digno de se anotar para tentar repeti-lo.

Mesmo depois de "paradão" voltou com força total. Parabéns.

Este feriadão também fiz um ciclotur maneiro pelo RJ (Volta do Desengano). Daqui uns dias eu vou postar no blog. Cicloabraços,

Sergio

PEDALADAS. disse...

Parabéns Antigão!!!

Que pedal bacana para desenferrujar heim!!!
Nos mostrou as estradas, avenidas e ruas de São Paulo sem aquela interminável fila de veículos de todos os tipos em cima delas. Deve ser raro os momentos no ano que algum ciclista pode contemplar todos esses trechos com pouco movimento.
Um abraço
Marcelo