sábado, 12 de outubro de 2013

Pedal da Primavera - De São Paulo a Florianópolis - Parte I

Esta cicloviagem procurou estar o mais próxima das regiões litorâneas do Estado do Paraná e Santa Catarina. Em alguns momentos, devido a falta de opção ou conhecimento, pedalamos pela BR 101, embora esse não fosse o nosso propósito. 
Por razões de segurança, iniciamos a cicloviagem na Cidade de Curitiba, Capital do Estado do Paraná.

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Olá amigos e amigas!


Tudo começou quando no ano passado, 2012, fiz uma cicloviagem pelo Lagamar que terminou em Curitiba. Naquela ocasião eu comecei a sonhar com a Estrada da Graciosa. Descer aquela serra de 13 Km com desnível de 850 metros, parte em asfalto, parte em paralelepípedo se tornou uma meta. Contudo, não me contentei em apenas descer a serra, chegar na Cidade de Morretes e pronto. Eu queria mais. Assim, na minha mente eu já pensava em chegar até Balneário Camboriú, Santa Catarina. Assim que lancei o projeto alguns amigos disseram: Balneário Camboriú? Por que não chegar até Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina? Gostei da ideia!
Comecei a pesquisar fotos, vídeos, Google Maps e interagir com os amigos cicloturistas da região. Nossa, como sói acontecer, apareceram uma dezena de amigos cicloturistas para me ajudar na elaboração do roteiro! E-mails trocados, bate-papo no Facebook e o roteiro foi tomando forma.
Nesse ínterim o amigo e cicloturista Emerson Rodrigo Lacerda, (http://adhocbikers2.blogspot.com.br/) profissional da área da saúde em São Paulo, fez contato comigo e disse: Posso ir nessa contigo Antigão? Adivinha qual foi a minha resposta? Bora, meu amigo!
Acham que eu iria recusar um companhia tão agradável? O Emerson é um super amigo, um dos sujeitos mais bacanas que eu já conheci.

A gente sempre comenta que a cicloviagem começa muito antes de se por a bike na rua e sair pedalando. A cicloviagem começa na elaboração do projeto e nos preparativos. Enquanto a gente vai fazendo um cheque-list do que levar, um friozinho gelado e gostoso vai se instalando na barriga. A sensação de encarar uma nova aventura em locais por onde a gente nunca passou é muito prazerosa. Dias antes de acontecer a cicloviagem a ansiedade começa a querer tomar o lugar do sono. E mesmo quando a gente dorme, não são poucas as vezes que a gente acorda lembrando que esqueceu de anotar alguma coisa para por nos alforges; é bão demais, sô!

Até que na véspera da cicloviagem a gente está com a bike assim:


O relógio marcava 5:30 h do dia 27/09/2013 quando despertou. Mas quem disse que eu estava dormindo a essa hora?! Terminei os preparativos, me troquei e saí para encontrar o Emerson. Havíamos marcado ás 7 horas na Vila Formosa, pois embarcaríamos no Terminal Rodoviário do Tietê, no ônibus da Viação Cometa, ás 9 horas, com destino a Curitiba. Cheguei ao local do encontro e lá estava o Emerson com um sorriso de orelha a orelha! Enchemos as caramanholas e fomos pedalando as nossas bikes carregadas em meio ao trânsito paulistano até a Rodoviária. Estava uma manhã fresca e agradável, boa para pedalar.
18 Km depois já estávamos perambulando pelos corredores da Rodoviária em busca da plataforma de embarque.



Como sempre, fomos muito bem recebidos e atendidos pelo pessoal da Cometa que, inclusive, tratou o Emerson pelo nome! Chegaríamos em Curitiba por volta das 15:30 horas, onde o Lulis, do Odois.org estaria nos aguardando.


No horário aprazado chegamos na Rodoferroviária de Curitiba e lá estava o Lulis (Luiz Bettoni) com seu sorriso enorme. Passaríamos a noite na casa dele, de onde partiríamos na manhã seguinte em direção à tão almejada Serra da Graciosa.
Como ainda era cedo o Lulis nos levou para uma sessão de fotos no Jardim Botânico de Curitiba, um lugar muito lindo e aconchegante.






Da esq. para a dir. Lulis, eu e o Emerson.

Do Jardim Botânico fomos para a casa do Lulis, pois havíamos programado comer pizza ou tomar um lanche fora e precisávamos tomar AQUELE banho. Estava meio frio e o Lulis acabou me emprestando uma jaqueta para eu usa na noite.
A Manu Sabóia, cicloturista de Curitiba, acedeu ao nosso convite e esteve conosco saboreando um ótimo lanche e algumas bebidas. Nós nos conhecíamos pelo Facebook e eu tinha muita vontade de conhecê-la pessoalmente.



Foi uma noite muito agradável onde cada um contou as suas experiência, comemos, bebemos e rimos muito.

Na manhã seguinte, dia 28, levantamos cedo. O Thiago do Odois.org, companheiro do Lulis, nos acompanhou nessa deliciosa jornada.


E lá fomos nós, sorrisos escancarados no rosto, em direção à Graciosa. 








Fizemos o acesso pela Estrada original da Graciosa, toda em cascalho solto: A Trilha do Alemão. Eu com a Nanika, com o câmbio próximo ao solo ia com medo de pegar alguma pedra. Em determinados trechos cheguei a descer da bike e empurrar. Não é uma subida muito íngreme, mas com a bike carregada jogando pedras para trás foi meio puxado para o Antigão. Mas cicloturismo é assim mesmo. A viagem como um todo compensa qualquer dificuldade.



Força Antigão!!!
  





Quase chegando...



Opa, chegamos ao segundo Portal da Graciosa!











Hora do lanche.






Thiago ajeitando a suspensão.



Emerson reenchendo as caramanholas.



Eu filmei a descida. O Emerson também filmou, mas infelizmente meu editor de vídeo free não foi capaz de abrir o vídeo dele, em HD. 


Descer a Serra da Graciosa é a coisa mais deliciosa que existe. É, como dizemos, show de roda! São 13 Km com boa parte em paralelepípedo, como disse no início deste relato. Pena que nos últimos Km choveu e o paralelepípedo virou um sabão. Tivemos que reduzir a velocidade para não irmos ao chão e nos machucarmos. Chegamos em Morretes chovendo forte.
Entramos numa pastelaria para o "almoço": Pasteis e caldo de cana. Estávamos pertinho da Pousada Dona Siroba, onde ficaríamos na área de Camping.

Depois de uma descida maravilhosa: 
Pastel, caldo de cana e muito sorriso!



Quantos ciclistas são necessários para por uma bike no teto do carro?


O Du, irmão do Lulis, veio buscá-los de carro. O Emerson e eu continuaríamos sozinhos (com Deus!) daqui para a frente.

Foto da despedida.


Agradeço de coração a esse pessoal do Odois.org pela prazerosa companhia!

Chegamos ao Camping da Pousada Dna. Siroba com chuva. Não era uma chuva torrencial, mas um chuvisco chato e gelado. Tivemos que montar nossas barracas em meio ao chuvisco e grama molhada. Por Deus eu havia levado um pedaço de lona plástica que estendemos entre as portas das barracas, diminuindo assim o impacto da chuva sobre nossas tralhas. A Noite chegou rápido. Tomamos um merecido banho e fomos ao bar da pousada para comermos alguma coisa.


Com a chuva caindo sobre o plástico e seu ruído embalador fomos dormir cedo, preparando-nos para o próximo dia. Caiobá, em Matinhos, PR, estava a nossa espera.

Mas isso é relato para o próximo capítulo. Não percam!

Amostras:






Total pedalado até agora pelo meu ciclocomputador: 88:490 Km

Baixas = nenhuma. Só alegria.

A Nanika voou baixo na descida da Graciosa. Boa bike para asfalto, até agora.

Agradecimentos especiais ao Luiz Bettoni (Lulis) pela fraternal acolhida e o pão integral maravilhoso que fez o Emerson voar na estrada. Ele fala do pão até hoje.

Fotos: Antigão, Emerson e Odois,org.



"Se Deus é por nós, quem será contra nós?"

16 comentários:

Tony disse...

Parabéns, Antigão. To com essa cicloviagem aqui na alça de mira, na fase de pesquisa e, agradeço sue relato. Você sabe que certeos detalhes, pra nós cicloviajantes,fazem toda difeereença. Manda o próximo capítulo. Forte abraço

Luiz Bettoni disse...

Grande Antigão! Só posso fazer agradecer a ótima companhia dos amigos! Ansioso por sabem como continuou a aventura, Lulis. Belo pedal! :) há braços!

PEDALADAS. disse...

Antigão Waldson,
Ótimo relato como de costume e esperando a continuação! Pastel com caldo de cana vai bem sempre!!!
Abraços
Marcelo

Gilmar Doistempos disse...

Parabens Waldson, Emerson, Lulis,
Thiago e os demais parceiros desta
aventura.

Lindas paisagens :)

Estarei acompanhando cada capitulo que
voces postarem deste longo percurso.

[]s :)

Gabriel Rangel disse...

Essa serra é fantástica. Eu sou particularmente apaixonado por ela, e ainda vou faze-la mais algumas vezes, tanto pra baixo quanto pra cima.
Com o pessoal do Odois indo junto então, devem ter aproveitado demais, eles são muito gente boa, embora ainda não os conheça pessoalmente.
Agora é esperar os próximos capítulos, estou curioso com o restante da viagem.

Abração

joaozinho menininho disse...

Força positiva Sr. Waldson...

Bela pedalada, fotos, relatos... aqui no trabalho lendo com atenção sua experiência na bicicleta dobrável, sobre a viagem em si... alegrou meu dia, já valeu a pena.

Cicloabraços
Joaozinho (Santo André-SP)

BORTOLINI disse...

muito legal seu blog, parabéns, estou me preparando para um futuro cicloturismo, já pedalo cerca de 60km no fim de semana.... mas gostaria de saber uma coisa das pessoas mais experientes como você. Como é a questão da segurança nas estradas, pois ouvi dizer que tem muito assalto, e isso é o meu maior medo, perder a bike mais a tralha toda sem contar o susto. Você já passou por alguma situação difícil? como tem lidado com esta questão???

Elton Xamã disse...

hola, Antigão!
Estou aqui só curtindo o relato e as chapas.
Eu tinha certeza que o Lulis subiria a serra pedalando, para retornar para casa...perdi a aposta kkkkkk
abraços,
Elton Xamã
Pantanal Sul Matogrossense.

Waldson Gutierres disse...

Grande Tony! Faça essa cicloviagem e não irá se arrepender! O percurso no geral, salvo algumas poucas exceções, tem uma altimetria favorável e um visual maravilhoso!
Obrigado e um grande abraço!

Waldson Gutierres disse...

Olha Luiz, duro foi aguentar o Emerson dizer toda a vez qie eu dava uma sprintada: "O pão do Lulis tá fazendo efeito!", "O qie será que o Lulis colocou naquele pão? ".
Isso foi quase a cicloviagem toda!!! E o danadinho ria de sacudir a barriga!
Foi legal, rimos muito e nos divertimos. A companhia de vocês foi fundamental para enriquecer o pedal.
Grande e fraternal abraço!

Waldson Gutierres disse...

Valeu Marcelo! Chegaremos na pizzaiada além do pastel, pode ter certeza!
Quando estamos cicloviajando o ambiente é de plena aventura e tudo vale a pena, né?!
Tô no aguardo do vosso relato, hein!
E vamos que vamos!
Grande cicloabraço!

Waldson Gutierres disse...

Valeu Gilmar! Obrigado pelo prestígio!
Abraços.

Waldson Gutierres disse...

Olha Gabriel, como eu disse, é uma das serras mais lindas que já conheci! Também penso em faze-la novamente num futuro próximo. Talbez voltando a visitar a Ilha do Mel, desta vez chegando por Paranaguá.
O pessoal do Odois é formidável. Espero que possa conhecê-los pessoalmente e desfrutar de suas otimas companhias.
Grande abraço!

Waldson Gutierres disse...

Beleza, Joãozinho!
A gente que gosta de bike viaja juntos no relato alheio, né?! Eu também sou assim! É muito bom podermos transmitir uma boa energia aos nossos semelhantes. Isso nos alegra e nos incentiva a faze-lo novamente.
A dobrável provou que é bike para cicloturismo sim!
Grande abraço e obrigado por nos prestigiar sempre!

Waldson Gutierres disse...

Valeu Bortolini! Obrigado pelos elogios e por prestigiar o nosso Blog.
Segurança: Onde estamos seguros neste país? Em lugar nenhum! Assim, usando da prudência, tomo cuidado para escolher meus roteiros por onde há menos manifestações de roubos, furtos e outras formas de violência. Depois disso saio pedalando sem preocupar, confiando apenas em Deus e em seu filho Jesus Cristo.
Fujo da paranoia do medo e da insegurança, pois cicloviajar assim seria um desprazer.
Estou há 5 anos no cicloturismo e nunca, graças a Deus, enfrentei qualquer situação de roubo ou furto. A grande São Paulo oferece muito mais perigo que cicloviajar em estradas do interior.
Mas, confie em Deus e faça seu roteiro. Não cai uma folha sequer, se Deus não quiser.
Grande abraço e boas cicloviagens!

Waldson Gutierres disse...

Valeu grande Elton! Já percebi que andas pela região de Bonito e adajcências. Parabéns pela escolha!
O Lulis subiu foi de carro mesmo, hehehe! Ademais, estava chovendo e o paralelepípedo virou um sabão!
Vi o pessoal treinando descer e subir. Não é mole não! Eu acho que já não encaro uma dessa não. O motorzinho 6.3 já tá fraco prá essas proezas! Só se a bike estiver vazia; aí dá até prá arriscar!
Grande cicloabraço e ainda vou fazer, se Deus quiser, o pedal prometido no Centro Oeste!