domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mentika de cara nova!

Olá, pessoal,

Quem leu o meu relato da cicloviagem de janeiro próximo deve ter observado que reclamei bastante da bike, que estava roubando energia.


A bike estava pesada nos dois sentidos:

1) Pesada no peso em si. Sei lá quantos Kg, mas ao desembarcá-la do guincho até o Marcos Netto comentou sobre o peso da bike.

2) Pesada no pedalar. As rodas presas, não girando livremente. Depois da viagem, quando levei a bike para a revisão, notamos que o suporte do freio a disco traseiro estava solto. Isso fazia com que a pinça se deslocasse e forçava a pastilha contra o disco, freiando a bike aleatoriamente. Cicloviajar assim é impraticável.

A bike estava com uma suspensão RST Gila, de 100 mm, aros 26" com uns pneus Kenda 26 X 1,50 que eu achava muito pesados. Eu os colocara dias antes da cicloviagem, pensando em descer a Estrada da Petrobrás, que vai de Salesópolis a Caraguatatuba, cortando a Serra do Mar.

A suspensão e a configuração com rodas 26" eu havia instalado logo que recomecei a pedalar, depois de sofrer quatro cirurgias de coluna lombar. A idéia era transmitir a menor vibração possível á coluna, recentemente operada.

(Clique na imagem para ampliar)



Eu já tinha as rodas 700c guardadas, um jogo de freios a disco mecânicos, da marca Bengal, com rotores de 203 mm e até um jogo de manetes alívio sem uso. Também tinha guardado o meu garfo rígido de alumínio, que aceita rodas 700 (quase um garfo para 29er).

Assim, falei com o Paulo e resolvemos proceder as mudanças: voltar a pedalar com rodas 700 e garfo rígido.


Desmontados a bike e eu a levei para ressoldar o adaptador para freio a disco. Estava apenas "ponteado". Agora o Eduardo, soldador, fez uns cordões de solda, com vareta de latão. Ficou muito bom e super firme.

Na volta da oficina de solda, pintei as pontas dos stays de preto fosco, para não ter que pintar todo o quadro novamente. O efeito ficou muito bom.


Então o Paulo, mecânico, passou a remontagem da bike, que ficou com uma configuração bem diferente do que era.

Antes...


Depois...




Saiu a suspensão RST Gila e entrou o garfo rígido. 


Sairam as rodas 26" Vzan Extreme e entraram as rodas 700c, com pneus Kenda 700 X 38, já com fitas anti-furo importadas. Os cubos Quando estão novinhos.
Saiu também os freios Tektro Gemini, hidráulicos, rotores de 160 mm e entraram os freios a disco mecânicos da Bengal, com rotores de 203 mm. Fiz essa troca porque as pastilhas da Tektro são mais difíceis de serem encontradas e bem mais caras. No que tange á capacidade de frenagem e o acionamento dos manetes, ficou tudo muito macio e eficaz.

Hoje fiz um pedalzinho de 35 Km no Parque do Carmo, saindo e chegando em casa pedalando. Foi show! Deu para perceber nitidamente a leveza da bike nos dois sentidos que comentei logo no início deste relato.

O pedalar ficou livre e solto. As rodas 700 ajudam a compensar as trepidações que podiam serem absorvidas pela suspensão, porém tornando a bike muito mais leve.
Rodei também em estradas de terra para sentir a bike: perfeita!



Os pneus Kenda "agarram" bem na terra, sem comprometer a rolagem no asfalto.





Enfim, para cicloturismo acredito que as rodas grandes 700 ou 29" são mais confortáveis e mais leves para pedalar.

Finalmente coloquei um bagageiro "home-made" que eu já tinha guardado. Apenas vou reforçá-lo, soldando mais alguns ferrinhos, deixando-o bem parecido com um Wencun. Para ver como fazer, clique AQUI.




Por ora é isso.


Um grande cicloabraço do ...



6 comentários:

Fábio Almeida disse...

Ficou bonita mesmo, Waldson. Mas... e os paralamas?

Gilmar Doistempos disse...

Parabéns Waldson, sempre mudando pra melhor :) Sorte nas novas aventuras.

Só fiquei meio ressabiado com a troca da suspensão
pelo garfo fixo.

[]s

Gilmar Doistempos disse...

Achei essa ideia desse blog (e ele em si muito
interessantes) de ressaltar o que deu certo e
o que deu errado.

http://cicloterras.wordpress.com/2011/09/11/o-que-deu-certo-o-que-deu-errado-1/

Lá eles afirmam que com a bicicleta carregada
os amortecedores dianteiros pareciam perder
função. Faz sentido.

Vale uma visita.

[]s ;)

Waldson Gutierres disse...

Obrigado, amigos. Os paralamas, Fábio, estou estudando uma forma de colocá-los. As rodas 700 ficam muito próximas ao para-lama traseiro e com certeza se pegar barro irá prender. Mas já bolei um jeito de fazer uma adaptação e reinstalá-los.
Grande abraço e logo estaremos juntos novamente pedalando pelas serras bacainenses!

Waldson Gutierres disse...

A idéia é essa mesmo Gilmar, não carregar esse peso extra, desnecessário. Quando estou cicloviajando, normalmente travo a suspensão, assim de nada adianta. Na época eu a instalei visando amortecer as trepidações, uma vez que eu acabara de passar por uma cirurgia de coluna. Agora era apenas um peso morto. Abraços!

joaoramalho63 disse...

Eu também achei muito bonita, Waldson e particularmente, ela ficou "no meu estilo", pois já estou tão acostumado a rodar de "queixo-duro", que não sinto a menor falta de uma suspensão. Isso, no entanto, parece aborrecer os "queixos-moles" de uma forma estranha, ao menos comigo é assim. Sempre que olham para minha bicicleta, perguntam se eu não penso em instalar uma "suspa". Diso que prefiro assim mesmo e numa viagem longa eu quase nunca usava mesmo, daí... Mas eles nunca gostam da resposta, kkkkkkk...

Fiquei muito interessado na "cirurgia" do bagageiro, viu? Achei uma sacada ótima e bem digna de uma cabeça brasileira, que costumamos nos virar com o que temos à mão.

Grande abraço.