quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Preparando a dobrável para cicloturismo.

Neste artigo quero falar sobre as adaptações de uma bike dobrável, Soul D-60, para a prática de cicloturismo.
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Olás, pessoal!



No final de dezembro de 2012, publiquei aqui no Blog a compra de uma bicicleta dobrável (Clique AQUI  para ler o artigo).





Trata-se de uma Soul D-60, fabricada pela Dahon, que eu batizei de Nanika.

Tenho usado a Nanika no dia-a-dia, deslocando-me para praticamente todos os lugares com ela. Só não vou para o trabalho porque não faço mais essa loucura: trabalhar. Fiz isso por quase 35 anos e agora peguei umas férias um pouco mais longas que as de costume. Mas, voltemos à Nanika.

A bikezinha é show de roda! Leve e ágil.

Conforme comentei naquele artigo, troquei a catraca por uma de 7 velocidades, da marca Shimano, no modelo Mega-Range, cuja engrenagem maior tem 34 dentes, possibilitando assim uma engrenagem mais leve para as subidas.
Em consequência dessa mudança, mudei também o trocador e o câmbio. O trocador porque era para 6 velocidades e o câmbio por um Shimano Tourney TX-51, mais apropriado para trabalhar com catraca Mega-Range. O original é o Shimano modelo TZ, inferior ao TX.

Trocador TX-50 7 velocidades.


Adaptação para o espelho Zefal removível.





Câmbio traseiro Shimano TX-51





Catraca Shimano Mega-Range 7 velocidades - 14/34.




A ideia principal é ter uma bike para os deslocamentos urbanos e fazer cicloturismo. Convenhamos que para os deslocamentos urbanos as modificações até aqui já estariam perfeitamente aceitáveis. Diga-se de passagem, mesmo a versão original se sai bem nos deslocamentos urbanos, embora exija bastante nas subidas mais íngremes.
Mas, se praticar cicloturismo também é uma meta, as modificações até aqui efetuadas não atendem totalmente ás minhas necessidades.

Fase 2: Adaptação dos bagageiros.

Embora a Soul D-60 originalmente tenha vindo com um bagageiro, este é muito baixo e pequeno para acomodar alforges ou grandes sacolas de viagem. Por outro lado, o fato de ser um bagageiro muito baixo, não permite a colocação de alforges, pois os mesmos irão bater no câmbio traseiro e/ou no calcanhar do condutor.
Como eu costumo fazer cicloviagens autônomas, acampando ao longo do percurso, carrego barraca, saco de dormir e colchonete além das tralhas tradicionais aos cicloturistas que ficam em pousadas. Nesse caso, para não sobrecarregar a traseira da bike, costumo instalar um bagageiro dianteiro. Preparei então um bagageiro Tranz-X CD-220 para a dianteira e um Wencun para a traseira, como podem ser vistos nas fotos abaixo.

Tranz-X CD-220 - Visto de cima.




Tranz-X CD-220 - Visto de lado.



Wencun  - Visto de lado.



Ambos os bagageiros eu já possuía, pois estavam instalados na minha Mentika, a bike atual de cicloturismo. Para ela, tenho outros bagageiros já guardados para serem instalados.
Nas fotos observamos que o bagageiro traseiro está um pouco inclinado para a frente, mas isso já foi resolvido, haja vista que existe uma regulagem, a qual permite deslizar as hastes para frente e para trás.
Agora falta fazer o teste com os alforges carregados sobre o bagageiro, para sentir a estabilidade.

Fase 3: Coroa dupla dianteira: 

Esta fase ainda está em andamento, pois depende de uma peça que virá do exterior. 
A priori posso dizer que irei instalar um câmbio dianteiro de bicicleta Speed com uma coroa dupla, contando com engrenagens de  52/39 dentes. Atualmente existe uma única coroa de 52 dentes. 
Com essa mudança manterei a velocidade atualmente alcançada com a relação 52/14-34, mas ganharei mais força para as subidas com a relação 39/14-34. Para compensar o acréscimo de peso, a nova coroa contará com pedivelas confeccionados em alumínio, bem mais leves que os atuais confeccionados em aço.

No artigo anterior, falei das vantagens desta bike dobrável em face das dificuldades encontradas com algumas empresas de ônibus interestaduais para o transporte de bikes nos bagageiros.
Nesta última cicloviagem que fizemos - janeiro de 2013 (o relato está saindo, aguardem!) observamos essa dificuldade pelo fato de estarmos em alta temporada turística e os bagageiros dos ônibus da empresa estarem repletos de malas, quase não sobrando espaço para as bicicletas de tamanhos convencionais.
Além disso, ganhei ainda espaço no meu "quartinho das bikes", pois o espaço ocupado pela Nanika é mínimo.

Bom, por ora é isso. Agora vamos aguardar a chegada das peças para procedermos as mudanças da fase 3 e postar aqui as fotos e relato.

Aproveito o ensejo para agradecer aos amigos Fábio Tux e Nino Coutinho, ambos cicloturistas e proprietários de bikes dobráveis, pela força e preciosas sugestões nas aludidas mudanças.

Até lá!

Um grande cicloabraço do...





2 comentários:

Mário Trindade disse...

Curioso vir aqui parar em busca de solução. Informação útil mesmo. Faltam algumas fotos.

Waldson Gutierres disse...

Obrigado, Mário, pela sua visita.

Vou verificar o que está ocorrendo com as fotos que não estão sendo carregadas e te aviso via facebook.

No mais, obrigado por prestigiar o nosso blogue e um grande abraço deste outro lado do Atlântico!