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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Nova implementação na Nanika (Soul D-60 dobrável, aro 20")

Olás, meus amigos e amigas,

Há bem pouco tempo comentei no Facebook que aquela era a "última" implementação que eu faria na Nanika, minha dobrável, aro 20".

(Os itens desta cor são links. clique neles para abrir)
(clique nas fotos para ampliar)


Depois disso fiz uma cicloviagem de pouco mais de 500 Km com ela e  notei que, carregada com alforges, barraca, colchonte e etc., a relação ficara um pouco pesada para mim nas subidas mais íngremes. É fato que os 63 anos - quase 64 - também ajudam a tornar a bikezinha mais pesada nas subidas, mas pensei em melhorar alguma coisa.

Assim que voltei da cicloviagem comecei a pesquisar um pedivela reduzido, com coroas 50/34, que atendesse minhas necessidades. Só encontrei novo, até de boas marcas, mas muito além das minhas possibilidades financeiras. Continuei pesquisando mas não teve jeito: Pedivela reduzido no Brasil é artigo de luxo!

Até que um super amigo, também cicloturista, entrou no circuito e com sua ajuda encontramos um pedivela semi-novo num Leilão dos EUA. O preço mais do que convidativo aguçou as minhas "lombrigas ciclísticas". Um belo pedivela da marca FUJI, para eixo ponta quadrada, 170 mm, exatamente do jeito que eu queria! O amigo deu o lance e o arrematamos pelo preço mínimo. Demorou um pouco para chegar, mas super valeu a pena!

Olha só o bonitão já instalado!




Ficou ótimo e além disso combinou perfeitamente 
com as cores da bike.


Como ainda estou em tratamento fisioterápico e não posso me aventurar pelas estradas. Fiz apenas um rápido teste, pedalando só um pouquinho para sentir a diferença em relação ao pedivela Shimano FC-A050, 52/39D, que eu estava usando até então. Ficou ótimo! Agora dá para subir até paredes, hehehe!

Combinou perfeitamente com as demais peças da relação.
A relação ficou com o cassete Shimano 11/34, 8V e câmbio Shimano Altus atrás; Pedivela Fuji, 170 mm, duas coroas 50/34 dentes e câmbio Shimano Sora Braze On na frente. A corrente é uma Shimano HG-53 com Powerlink da Sram.
O Pedivela Shimano FC-A050, 52/39, com pouco uso, coloquei à venda no Mercado Livre.

Para ler mais sobre as implementações da Nanika (Soul D-60), clique AQUI.

Agora, já escolado, não vou mais dizer que essa foi a "última" implementação na Soul. Já tenho outras idéias rondando a cabeça véia.
Se Deus quiser logo poderei voltar a pedalar e assim tentar por essas "ideias" em prática.

Se alguém precisar de mais informações sobre as implementações efetuadas, por favor, fique á vontade para fazer contato com o Antigão pelo e-mail antigão.waldson@globomail.com. Não se aborreça se eu demorar um pouquinho a mais para responder, pois além dos meus problemas de saúde temos a esposa que também está com artrose nos dois joelhos, sendo o esquerdo o mais afetado.

Grande cicloabraço do...





quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Instalando guidão trekking (Borboleta, Butterfly, Multibar) na Soul D 60, aro 20", dobrável.

Olá, pessoal!

Como dizia o nosso amigo e cicloturista Fábio Tux, as implementações nunca terminam. A gente sempre está arrumando um jeito de alterar alguma coisa em nossas bicicletas.
Desta ver mudei o guidão. De um "Flat" para um "Trekking".

Guidão Flat (plano) que vem com a Soul D 60 e 70




Guidão Trekking (Borboleta, Butterfly ou Multibar)
Neste artigo vou explicar passo a passo como fiz e (alguém também o pode fazer) para instalar um guidão trekking em minha Soul. Lembrando que, ao fazer a adaptação, pode-se futuramente usar qualquer modelo de guidão, até um modelo Road, curvo. Apenas deve-se levar em conta se o guidão a ser colocado permitirá a dobragem da bicicleta.

Há muito tempo observando fotos e imagens de dobráveis na Internet eu pensava em instalar um guidão trekking na minha Nanika. Notei que as bicicletas Dahon, voltadas para cicloturismo, sempre traziam instalados esse modelo de guidão.
Como eu já tinha um desses guidões instalados em minha outra bike de cicloturismo, sabia perfeitamente da sua versatilidade no tangente às várias posições das mãos.
Em cicloturismo, pedais de longas distâncias, passamos horas com as mãos no guidão. Se não houver espaço para que mudemos as posições das mãos enquanto pedalamos, corremos o risco de ter dormência, formigamento, cãibras e até dores. O guidão trekking, como atualmente é conhecido, nos oferece várias opções de posições para as mãos, impedindo os problemas acima citados.
No guidão flat - plano - podemos apenas acrescentar mais uma posição quando instalamos uma extenção em suas extremidades conhecida como Bar hand.

Nanika com guidão plano e bar hands.


Honestamente eu não sei se vale a pena fazer a troca do guidão plano para um modelo trekking se a pessoa usa a bike apenas para ir e voltar do trabalho, se vai transportá-la em sacola no trem, metrô ou ônibus. Como veremos adiante para dobrá-la será necessário soltar o parafuso da mesa, etc. Contudo, para quem faz pedais de longa distância como eu, acho uma boa opção.

Bom, vamos ao tutorial:

Ferramentas necessárias:

  • Jogo de chaves Allen,
  • Arco de serra com a respectiva serra.
  • Morsa nro.2 ou maior.
  • Tesoura.

Materiais necessários:

  • Um guidão trekking, preferencialmente em alumínio.
  • Uma bucha que acompanha os adaptadores (explico mais adiante o que é essa bucha).
  • Uma mesa (avanço de guidão) regulável, na medida do diâmetro do guidão.
  • Uma tampinha de mesa (a aranha que prende o parafuso não será usada, só a tampa)
  • Cola do tipo Loctite (super bonder, Super cola, etc).
  • Um pedaço de câmara de ar velha.

Bucha - explicação: Imagine um sujeito que tem uma bike com garfo Over mas de rosca. Como ele faria para instalar uma mesa Ahead set? Existe um tipo de adaptador exatamente para esse fim.  Esse adaptador vem com uma bucha, pois o diâmetro interno da mesa é maior que o diâmetro externo da espiga, que tem 25,4 mm. No caso da Soul D 60/70 a espiga  do guidão tem exatamente 25,4 mm (vem marcado na espiga) de diâmetro. Assim, se não tiver essa bucha a mesa não dará aperto.
Se conseguir uma mesa com o diâmetro interno igual ao da espiga, 25,4 mm não vai precisar da bucha.
 
Mas atenção!: Por favor, não confundir com "instalar mesa ahead set em garfo STANDER de rosca!"

Bucha e mesa regulável


Bom, vamos ao trabalho.

Limpei o guidão da Nanika, removendo manetes de freio, manoplas, trocadores e tudo que ali estava instalado. Assim, bastou soltar a blocagem que regula a altura do guidão para tê-lo em minhas mãos. Esse guidão e sua espiga é uma peça só, não tem um sistema de avanço/mesa como em outros modelos de dobráveis.

Guidão "pelado".





Uma vez retirado o guidão, agora precisei serrá-lo, já que a espiga é imprescindível para a nova instalação.
Prendi-o na morsa e com o arco de serra, serrei bem no topo, próximo a parte horizontal.

Guidão plano serrado e o novo trekking que será instalado.


Esse guidão plano é fabricado em alumínio reforçado, portanto ele tem uma espécie de colméia em seu interior. Mesmo assim, não é tão difícil serra-lo.

A princípio tentei fazer a instalação usando um avanço (mesa) Ritchey que eu já tinha nos meus guardados. Contudo, pelo fato de não ser regulável não permitiu que uma vez tudo instalado eu dobrasse a bicicleta. A mesa pegava na bike que virava um L. Ou seja, iria ficar pior do antes!!!


Com a mesa regulável, na hora de dobrar a bicicleta, apenas faz-se necessário afrouxar o parafuso que regula o ângulo da mesa e levantá-la para que fique num ângulo de 90º graus. No final deste artigo há foto da bike dobrada.
Bom, ao instalar a mesa na espiga que foi separada do guidão é interessante deixar a mesa um pouco acima da espiga e não rente. Como a espiga tem um reforço interno não será possível inserir a aranha que prende a tampa da mesa, portanto será necessário colar a tampa. Deixe então uns milímetros de espaço para que a tampa possa ser colada com a cola loctite, como eu fiz.
Obs.: Se a bucha, que também é de alumínio, tiver ressalto, como a da foto, pode ser serrado o ressalto para não impedir o "degrau" que precisa ser deixado, para a colagem da tampinha.

Observe o ressalto entre a mesa e a espiga.
 

Mesa que eu usei - Kalloy Over com regulagem.



Uma vez a mesa centralizada, basta aperta-la com a chave Allen correspondente. Verifique se ficou bem apertada mesmo.
Testei e verifiquei que estava tudo bem ajustado, portanto passei cola para prender a tampinha e ficar esteticamente um serviço mais apresentável.
Já com a tampinha colada.
Tampinha, parafuso e aranha. Não usei nem a aranha, 
nem o parafuso. Só a tampa.

No furo do centro da tampa, recortei com a tesoura um pedacinho de câmara de ar velha e colei para tampar o furo e pronto, ficou show de roda!
Depois de tudo isso feito, só foi instalar os manetes de freio, trocadores, suporte de farol, ciclocomputador e etc.
O resultado é o das duas fotos abaixo.


E para dobrar a bike? Será que dá?
Bom, para dobrar a Nanika, como eu comentei previamente, é só afrouxar o parafuso de regulagem do ângulo da mesa com uma chave Allen, levantá-la e deixa-la em 90º graus. Dá um pequeno aperto no parafuso - só encostar e dobrar normalmente, como manda o manual.
O resultado será este:

Observe na foto acima que eu não baixei o selim, portanto o guidão está no chão. Se baixar o selim como nas dobragens tradicionais o guidão fica alguns centímetros do chão. Eu não o fiz realmente de preguiça de tirar meu suporte de caramanhola.
Contudo, como bem observou a amiga e biker Ana Maria, nem precisa. Basta enfiar a bike do jeito que está no bagageiro do ônibus e viajar sossegado. Se eu achar necessário, posso enrolar um plástico nesse ponto do guidão para não ralar a fita e ponto final.
Ontem fui pedalar com a Nanika já pronta. O novo guidão ficou muito mais confortável. Já ouvi um pessoal que estava sentado na porta de uma oficina dizer: Olha fulano, que bike da hora!!!
Pedalei no asfalto, na terra e no meio de umas pedras soltas e foi tudo ótimo. A modificação ficou perfeita!
Não gastei um centavo sequer nessa mudança, pois a mesa, o guidão e a tampinha eu já tinha. A bucha ganhei do amigo e ciclomecânico Paulo.
Agora é aguardar mais uns dias e coloca-la na estrada, se Deus quiser. Antigão e a Nanika rumo à Florianópolis, SC!

Grande cicloabraço do...


terça-feira, 7 de maio de 2013

Novas mudanças na Nanika, minha dobrável de cicloturismo.

Nanika


Não sei se já comentei com vocês, mas a minha proposta em relação a Soul, dobrável aro 20 que hoje possuo, é torná-la uma verdadeira bike de cicloturismo. Não quero dizer com isso que não se possa comprar uma Soul igual a minha e usá-la largamente para pegar as estradas por aí.
Ocorre que, a minha Soul, carinhosamente chamada de Nanika, é o modelo D60 em aço carbono. Esse modelo, como pude observar possui peças simples, pois é uma bike destinada ao uso urbano, onde não há uma carga a ser transportada como no cicloturismo.

Normalmente esses modelos de bicicletas são usados para o dia-a-dia, conduzindo as pessoas aos seus ambientes de trabalho. Dobradas são conduzidas em bolsas nos meios de transporte urbanos e até nos bagageiros dos veículos de passeios. Já as vi nos parques e em ciclovias urbanas, enchendo de prazer quem as conduzia.

Cicloturismo de longa distãncia é uma outra história. São vários dias pedalando uma delas com carga total, por estradas de terra, asfalto, longas subidas ou grandes pirambeiras. Estradas litorâneas com sua peculiar maresia e areia são as grandes detonadoras de equipamentos frágeis que porventura possam equipar esse tipo de bicicleta. Contudo, com apenas uma cicloviagem efetuada em minha "Nanika" pude perceber a grande vantagem que ela leva sobre as bicicletas convencionais, quando se trata de transportá-la nos bagageiros dos ônibus interestaduais, como normalmente faço. Ao dobrá-la seu tamanho não ultrapassa o tamanho de uma mala de viagem qualquer, faciclitando em muito o seu transporte, bem como embarque e desembarque.
Imagino que nos aeroportos, quando necessário transportá-la de avião, possa levar a mesma vantagem.

Acrescente-se a isso a postura do ciclista praticamente sentado. Essa posição, embora seja mais resistente ao vento contra, oferece um conforto a mais. Não quero dizer com isso que a velocidade será a mesma conseguida com uma bike convencional, devido a postura mais agressiva. Mas essa "perda" é em grande parte compensada pela postura quase ereta, que dá ao seu condutor uma visão de 180º graus. Para um cicloturista como eu, que gosta de apreciar as paisagens á sua volta e tirar as mais variadas fotos isso é um prato cheio! Ademais, quem precisa de velocidade em cicloturismo? Eu não!

Mas, diante do exposto, o que estou fazendo para tornar a minha Nanika mais robusta para a prática do cicloturismo? Mudanças estruturais! Algumas mais simples, outras mais radicais.
Obviamente que não me baseio em dados técnicos. Faço todas as mudanças embasado na minha modesta experiência, adquirida nos últimos 5 anos de estradas e, com certeza, na opinião de amigos bikers experientes.

Num artigo anterior eu já havia comentado sobre algumas mudanças que fizera. Para ler esse artigo clique AQUI.

Neste último mês, aproveitando o meu recesso cicloturístico, promovi novas alterações na Nanika, visando torná-la ainda mais robusta e preparada para uma longa cicloviagem.

Recomeçamos trocando a caixa central por uma selada e com eixo mais curto, compatível com o coroa dupla que já estava instalada. Essa mudança já estava prevista, mas tivemos que antecipá-la haja vista que a caixa original pifou completamente. Como eu disse anteriomente da fragilidade das peças, rodei muito pouco com ela. Após a troca, devido ao eixo de 113 mm,  a corrente passou a ficar mais alinhada com a coroa e catraca de 7 V.

Corrente alinhada.



A segunda mudança foi a troca dos manetes de freio, antes de plástico, que deram lugar a um modelo de alumíno da marca Shimano. Confesso que eu não tinha muita confiança em descer serras com a bike carregada, apertando aqueles manetes plásticos que poderiam se romper a qualquer instante.

Novos manetes Shimano.



Esse modelo da Soul é equipado com rodas de alumínio de folhas simples e cubos de ferro. Os cubos de ferro são frágeis, principalmente o traseiro onde o peso estará concentrado ao transportar alforges carregados, barraca, saco de dormir, colchonete, etc. Assim, achei por bem efetuar uma troca mais radical nesses componentes: Instalamos uma roda de folha dupla, modelo Vzan Aero, com cubo cassete Shimano Paralax e raios em Inox. A outra vantagem dessa troca é o sistema de blocagem que substituiu as porcas de 15 mm.

Cubo Shimano Paralax e Roda Vzan Aero 36 F, com raios inoxidáveis.



Uma curiosidade é que os aros originais são de 28 furos e não existe - pelo menos no Brasil - nada que a Shimano produza em matéria de cubos para essa quantidade de raios. Assim, instalamos cubos e rodas com 36 furos.

E a roda dianteira? Bom a roda dianteira é um caso a parte. Primeiro, a distância das flanges do cubo é de 74 mm e não encontrei nada com essa medida no mercado brasileiro. Segundo, o problema da quantidade de raios. Pesquisei alguns fóruns internacionais e vi que lá fora o pessoal tem o mesmo problema com as Dahon, fabricante do quadro da Soul: garfos estreitos. A única saída seria contratar um frame builder para confeccionar um garfo novo e mais largo, compatível com os cubos Shimano Paralax.
Essa hipótese foi totalmente descartada, pois na frente da bicicleta não irei carregar peso. Apenas o saco de dormir e isolante térmico inflável ocuparão o bagageiro dianteiro, o que não comprometerá a durabilidade do cubo e roda dianteira. Contudo, já estou vendo com outro fabricante de dobrável a possibilidade de adquirir um cubo dianteiro de alumínio, que possa pelo menos permitir a troca das "bacias" onde repousam as esferas.
Mas, para que a roda dianteira não ficasse tão diferente, instalamos raios inoxidáveis e eu mesmo providenciei uma pintura em preto brilhante.

Uma lixa bem fininha, duas demãos de primer cinza, três demãos de spray preto brilhante e duas demãos de verniz tornaram a roda bem mais compatível com o cojunto todo.

Roda em preto brilhante.


Finalmente, já que estava mexendo na relação da bike e colocara um cubo cassete Paralax, instalei um cassete Shimano de 8 V. Para completar o conjunto falta apenas o trocador Shimano altus de 24 V que deverá chegar ainda nesta semana. Com essa mudança mais o adaptador que deverá chegar em meados de junho, a Nanika passará a dispor, nada mais nada menos do que 16 marchas. Nada mal para uma dobrável aro 20!



Por ora é isso, pessoal.

Agora vamos aguardar uns dias para colocá-la em teste, pegando uma estrada por aí.

Novas mudançs virão, aguardem!

Grande cicloabraço do...






quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Preparando a dobrável para cicloturismo.

Neste artigo quero falar sobre as adaptações de uma bike dobrável, Soul D-60, para a prática de cicloturismo.
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Olás, pessoal!



No final de dezembro de 2012, publiquei aqui no Blog a compra de uma bicicleta dobrável (Clique AQUI  para ler o artigo).





Trata-se de uma Soul D-60, fabricada pela Dahon, que eu batizei de Nanika.

Tenho usado a Nanika no dia-a-dia, deslocando-me para praticamente todos os lugares com ela. Só não vou para o trabalho porque não faço mais essa loucura: trabalhar. Fiz isso por quase 35 anos e agora peguei umas férias um pouco mais longas que as de costume. Mas, voltemos à Nanika.

A bikezinha é show de roda! Leve e ágil.

Conforme comentei naquele artigo, troquei a catraca por uma de 7 velocidades, da marca Shimano, no modelo Mega-Range, cuja engrenagem maior tem 34 dentes, possibilitando assim uma engrenagem mais leve para as subidas.
Em consequência dessa mudança, mudei também o trocador e o câmbio. O trocador porque era para 6 velocidades e o câmbio por um Shimano Tourney TX-51, mais apropriado para trabalhar com catraca Mega-Range. O original é o Shimano modelo TZ, inferior ao TX.

Trocador TX-50 7 velocidades.


Adaptação para o espelho Zefal removível.





Câmbio traseiro Shimano TX-51





Catraca Shimano Mega-Range 7 velocidades - 14/34.




A ideia principal é ter uma bike para os deslocamentos urbanos e fazer cicloturismo. Convenhamos que para os deslocamentos urbanos as modificações até aqui já estariam perfeitamente aceitáveis. Diga-se de passagem, mesmo a versão original se sai bem nos deslocamentos urbanos, embora exija bastante nas subidas mais íngremes.
Mas, se praticar cicloturismo também é uma meta, as modificações até aqui efetuadas não atendem totalmente ás minhas necessidades.

Fase 2: Adaptação dos bagageiros.

Embora a Soul D-60 originalmente tenha vindo com um bagageiro, este é muito baixo e pequeno para acomodar alforges ou grandes sacolas de viagem. Por outro lado, o fato de ser um bagageiro muito baixo, não permite a colocação de alforges, pois os mesmos irão bater no câmbio traseiro e/ou no calcanhar do condutor.
Como eu costumo fazer cicloviagens autônomas, acampando ao longo do percurso, carrego barraca, saco de dormir e colchonete além das tralhas tradicionais aos cicloturistas que ficam em pousadas. Nesse caso, para não sobrecarregar a traseira da bike, costumo instalar um bagageiro dianteiro. Preparei então um bagageiro Tranz-X CD-220 para a dianteira e um Wencun para a traseira, como podem ser vistos nas fotos abaixo.

Tranz-X CD-220 - Visto de cima.




Tranz-X CD-220 - Visto de lado.



Wencun  - Visto de lado.



Ambos os bagageiros eu já possuía, pois estavam instalados na minha Mentika, a bike atual de cicloturismo. Para ela, tenho outros bagageiros já guardados para serem instalados.
Nas fotos observamos que o bagageiro traseiro está um pouco inclinado para a frente, mas isso já foi resolvido, haja vista que existe uma regulagem, a qual permite deslizar as hastes para frente e para trás.
Agora falta fazer o teste com os alforges carregados sobre o bagageiro, para sentir a estabilidade.

Fase 3: Coroa dupla dianteira: 

Esta fase ainda está em andamento, pois depende de uma peça que virá do exterior. 
A priori posso dizer que irei instalar um câmbio dianteiro de bicicleta Speed com uma coroa dupla, contando com engrenagens de  52/39 dentes. Atualmente existe uma única coroa de 52 dentes. 
Com essa mudança manterei a velocidade atualmente alcançada com a relação 52/14-34, mas ganharei mais força para as subidas com a relação 39/14-34. Para compensar o acréscimo de peso, a nova coroa contará com pedivelas confeccionados em alumínio, bem mais leves que os atuais confeccionados em aço.

No artigo anterior, falei das vantagens desta bike dobrável em face das dificuldades encontradas com algumas empresas de ônibus interestaduais para o transporte de bikes nos bagageiros.
Nesta última cicloviagem que fizemos - janeiro de 2013 (o relato está saindo, aguardem!) observamos essa dificuldade pelo fato de estarmos em alta temporada turística e os bagageiros dos ônibus da empresa estarem repletos de malas, quase não sobrando espaço para as bicicletas de tamanhos convencionais.
Além disso, ganhei ainda espaço no meu "quartinho das bikes", pois o espaço ocupado pela Nanika é mínimo.

Bom, por ora é isso. Agora vamos aguardar a chegada das peças para procedermos as mudanças da fase 3 e postar aqui as fotos e relato.

Aproveito o ensejo para agradecer aos amigos Fábio Tux e Nino Coutinho, ambos cicloturistas e proprietários de bikes dobráveis, pela força e preciosas sugestões nas aludidas mudanças.

Até lá!

Um grande cicloabraço do...





sábado, 29 de dezembro de 2012

Bike dobrável - a minha Nanika.

Soul D60 - Dobrável aro 20.



Há tempos eu vinha pensando em comprar uma bicicleta dobrável, aro 20. 
Em outubro, quando fiz um pedal para Guararema, com os amigos Fábio e Maurício (Veja AQUI), fiquei ainda mais fascinado ao ver o Fábio fazendo cicloturismo com sua dobrável. 

Lógico que isso foi "ver com os próprios ólhos", pois eu já lera no Blog do Fábio e mesmo em pesquisas na Internet, que as dobráveis se saem muito bem em viagens cicloturísticas. Evidente que há a necessidade de se fazer algumas adaptações, haja vista que essas bikes não foram desenvolvidas para esse tipo de pedal.

O tempo passava e eu cada vez mais pensando em comprar uma. Contudo, o preço das mesmas sempre foi um entrave para satisfazer esse sonho. Sempre acreditei que com uma dobrável eu amenizaria boa parte do problema de logística de transporte em ônibus, trens e metrô. No caso das longas cicloviagens com certeza é muito mais fácil acomodar uma dobrável no bagageiro do ônibus do que uma aro 26, 700 ou 29.

Dias antes do Natal, nem lembro por quê, resolvi fazer uma pesquisa na Internet para ver se havia alguma á venda e com preço bom. Ora, o meu Anjo estava vestido de Papai Noel e deu uma força: Havia um único anúncio no Mercado Livre para uma Soul D60 novíssima, com um preço bem convidativo. Entrei em contato com o vendedor, fiz perguntas, pechinchei e chegamos a um denominador comum: negócio fechado!

Olha só a Nanika (nome de batismo) dobradinha na sala.




Desdobrada.




Assim que a peguei, dia seguinte saí para dar uma pedalada, para sentir a bikezinha. Perfeita! Apenas a relação um pouco pesada nas subidas. Como estou imaginando fazer umas cicloviagens com ela, entrei em contato com o Fábio que prontamente me deu ótimas dicas para customizá-la.

Poucos dias depois, instalei uma catraca Shimano Mega-Range de 7 V, Trocador Shimano Index de 7 V e um Câmbio Shimano Tourney TX 51, mais apropriado para subir na Mega-Range.
No sábado passado, 22/12, fui apresentá-la á ciclovia do Parque do Carmo.


Detalhe do "Cockpit" com o novo trocador, espelho Zefal, ciclo-computador Cateye Velo 5 e a adaptação do suporte para a  garrafa d'água. Para dobrar a bike, basta puxar o suporte um pouco para a direita.



O bagageiro é baixo para cicloturismo. Se colocarmos os alforges nele, com certeza baterão no câmbio e nos calcanhares. Mas já tenho um bagageiro Tranz-X para instalar e fazer um teste. Pelo que eu sei do amigo Fábio, não haverá problemas.




Futuramente penso em instalar uma coroa dupla e câmbio dianteiro, talvez mudando o câmbio traseiro para 8 V. (14/34).



Nesse dia pedalei mais 30 Km numa boa. A Nanika está definitivamente aprovada.

Em janeiro de 2013 farei uma cicloviagem de "ano novo". Tão logo eu retorne, se Deus quiser, marcarei com o Fábio para fazermos um pedal de dobráveis para o litoral norte. Tenho por certo que será show de roda!

O pessoal do Vadebike.org testou uma dobrável nacional, a saber a Caloi Urbe e trouxe bastante informações úteis para os proprietários dessas bikes, ou para aqueles que estão interessados em comprar uma para uso urbano.



Por ora é isso pessoal,

Grande abraço do ...