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terça-feira, 18 de abril de 2017

Conforto ou Praticidade?

Olás, meus amigos e minhas amigas! Quanto tempo não?
Pois é, cá estamos nós de novo postando no Blog que, confesso, estava meio abandonado.
Desta vez tenho três bons motivos para convidá-los à leitura:

1º) O mês de abril é o mês de aniversário do Blog.

(foto: origem site internet.)

Lá se vão longos anos de relatos, fotos, artigos, etc. Nem sei exatamente quantos anos são, mas que importa? O importante que estamos aqui escrevendo novamente, né?!

2º) No dia 22 desde mês, abril, completo 10 anos longe do tabagismo. 



Para mim uma grande vitória. Não adianta insistir, esporte e tabagismo não combinam!

3º) Conforto ou Praticidade? Esse é o título do artigo. O que importa para você?
Ás vezes, e não são poucas, somos obrigados a abrir mão do conforto em favor da praticidade. Antigamente eu carregava um colchão inflável para passar a noite na barraca. Tinha que ficar bombando com o pé um bom tempo para enche-lo. fora o peso que eu carregava por muitos e muitos km, até chegar ao destino. Era confortável, mas não era prático. Quando apareceram os isolantes térmicos auto inflável corri comprar um! Não é tão confortável como o bom colchão inflável, mas é prático. Rápido para inflar e leve para o transporte no bagageiro dianteiro da Nanika. Isso se chama "trocar o conforto pela praticidade"!
Bom, no caso de guidão, todos sabem como sou favorável ao uso de guidão borboleta ou como dizem "butterfly", ou até "guidão trekking", para cicloturismo. 

(Guidão borboleta instalado na Nanika)

Uma curiosidade. Quando meu amigo Henrique esteve no Canadá, há alguns anos atrás, pedi que me trouxesse um guidão butterfly, pois na época não era encontrado no Brasil. Qual foi a minha surpresa quando ele se comunicou comigo de lá, pedindo uma foto do guidão, pois lá eles não conheciam guidão butterfly! Mandei uma foto e o guidão em questão foi identificado como guidão trekking. Legal né?!

(Guidão butterfly ou trekking - Borboleta no Brasil)

Pois bem, até minha Nanika, uma bikezinha aro 20", dobrável que uso para fazer cicloturismo usa guidão borboleta. Lógico que eu adaptei o guidão. Um conforto só! Muitas pegadas, excelente para cicloviajar! Mas, porém, não obstante... para dobrar a Nanika está difícil. 
Há alguns anos atrás, quando eu tinha mais saúde era mais fácil, mas da última vez que fui pedalar no Parque do Carmo e levei a Nanika no porta-malas do carro, dobrá-la e desdobrá-la foi um sufoco.
Dessa forma, resolvi instalar um guidão flat, na mesa regulável. Em 2015, quando fiz uma cicloviagem de Mogi das Cruzes, SP até Paraty, no Rio de Janeiro, Já havia instalado um guidão MTB cortado, pois já sabia da dificuldade para dobrar a miudinha e colocá-la no bagageiro do ônibus, no dia de retornar para Sampa.


(Guidão de MTB serrado)

Bom, a diferença é que agora queria um guidão flat (plano) com bar-hand, como usei há alguns anos, num ciclopasseio em Piracicaba, SP.

(guidão flat, original da Soul D 60)

Mais ou menos nesse estilo, embora esse seja o guidão flat que veio com a bike original.

Pronto, acabei de montar o guidão do jeito que eu queria e, evidentemente, já fui para a rua para testá-lo! Devidamente aprovado. Dobrar a Nanika ficou muito mais prático!



(O novo leiaute da Nanika)


(Até o Pitbull ficou feliz com a mudança. Praticidade é a palavra certa!)

Amanhã cedo espero colocar a Nanika no porta-malas do carro e dar uma pedalada light no Parque do Carmo.

E assim a gente vai voltando aos poucos.

Obrigado pela visita e um grande cicloabraço do...



domingo, 18 de janeiro de 2015

Vencendo a lombar e a glicemia alta!


Olás meus amigos leitores e leitoras! Boa noite!

Hoje, domingo, 18/01/2015, parece que tudo deu certo, graças a Deus!
Há tempos venho querendo pedalar, mas alguns problemas me impediam. No domingo passado foram as dores lombares. Preparei tudo e na hora H não pude ir devido as dores. Nesta semana que antecedeu esse pequeno mas prazeroso pedal cuidei-me muito bem para que a lombar não interferisse na minha pedalada e deu certo. Para os que não sabem, passei por quatro cirurgias na coluna lombar entre os anos de 2011 e 2012 e, infelizmente, fiquei com sequelas.

Outra coisa que me impedia um pouco de sair para pedalar era o fato de ter que cuidar da minha mãe, dar remédios, ajudar minha esposa a cuidar dela, etc. Mas isso já foi resolvido. Graças ao Papai do Céu conseguimos uma vaga, embora remunerada, numa casa de repouso e recuperação, onde ela será assistida por médicos, fisioterapeuta e enfermeiras. Dependíamos do Posto de Saúde do Jardim Iva, o qual nos deixou na mão, no que tange á fisioterapia e assistência médica. Serviço precaríssimo!!!

Finalmente a minha grande motivação foi a glicemia alta (240 em jejum de 2 horas!!!). É sabido que diabéticos precisam fazer pelos 30 minutos de exercícios diários e a bicicleta ergométrica não estava me atraindo mais como antes. Pedalar diante da televisão não é a mesma coisa que pedalar sentindo o vento no rosto, admirando as paisagens, ouvindo o canto dos pássaros! Pensando bem, até ouvir o ruído dos carros e caminhões ao nosso lado é melhor do que pedalar estático, diante de uma TV.

Mas, tudo mudou! Hoje acordei ainda não era 6 horas da matina e tratei de me vestir para pedalar. Passei uma pomada na lombar, tomei o meu café matinal, remédios e as 7 horas já estava no Parque do Carmo pedalando prazerosamente. Que delícia pedalar a essa hora! Pouca gente, o cheiro do mato, esquilos prá lá e prá cá, pássaros cantando e o incomparável ventinho no rosto... não tem dinheiro que pague! A vida é tão simples que acaba complicando a maioria das pessoas!

Na semana preparei a Nanika para esse e outros pedais/treino: Tirei o guidão Borboleta (butterfly ou Treking) mais apropriado para cicloturismo e instalei um guidão de MTB, marca GTS. Como ele era muito comprido, serrei as pontas para ficar do tamanho do guidão original da Soul D-60. O guidão borboleta dificulta um pouco para dobrar a bike, pois é preciso soltar a mesa com chave allen. No caso do guidão de MTB isso não é necessário. Como meus pedais serão pela manhã e terão pouca duração o guidão de MTB é mais apropriado para o momento. Quando eu for cicloviajar com a Nanika, recoloco o guidão Borboleta. Também, como já disse no Facebook, troquei o selim. Substituí o Brooks por um Velo Plush, vazado e em gel. Devido ter ficado muitos meses sem pedalar, o Brooks estava me machucando, coisa que o Velo não fez.

Antes com guidão borboleta.




Depois, com guidão de MTB.




O Velo Plush, vazado e em gel.



No caso do guidão, ficou legal, mas faltou espaço para um espelho retrovisor. Vou comprar um de Bar-hand e acaba o problema.

O pedal de hoje foi show! Apenas 20 Km, mas com bastante subida. Quem conhece a ciclovia do Parque do Carmo sabe do que eu estou falando. Por volta das 9 hrs eu já estava de volta, pois ainda precisava ir à feira comprar frutas, legumes e verduras para a semana.


O velho e saudoso caminho.









O Sombra, que me acompanha sempre nas cicloviagens, desde 2008, não perdeu essa não!





A Nanika tá uma delícia para pedalar! Não importa o guidão.





Tinha até flor caída no gramado.



E pedra caramujo também!




A grande e feliz novidade foi ver que a Av. Afonso de Sampaio e Souza, que começa na Av. Aricanduva e termina no Parque do Carmo, tem ciclovia! Isso mesmo, ciclovia no canteiro central, tanto para ir como para vir. Que show de roda!!! Sempre que eu subia ali pensava que um dia poderia ter uma ciclovia. Lembro que uma vez um taxi bateu o espelho no meu bar-hand e quase me mandou pro chão. A ciclovia é protegida por tartarugas. Isso evita que motoristas invadam a ciclovia e traz maior segurança para os ciclistas. Obrigado Senhor Prefeito!

Foi um domingo delicioso! Praticar esportes, no meu caso pedalar, sempre vale a pena.

Agora espero todos os dias dar uma treinada, afinal, em março quero fazer um ciclotur solo, se Deus quiser!



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Instalando guidão trekking (Borboleta, Butterfly, Multibar) na Soul D 60, aro 20", dobrável.

Olá, pessoal!

Como dizia o nosso amigo e cicloturista Fábio Tux, as implementações nunca terminam. A gente sempre está arrumando um jeito de alterar alguma coisa em nossas bicicletas.
Desta ver mudei o guidão. De um "Flat" para um "Trekking".

Guidão Flat (plano) que vem com a Soul D 60 e 70




Guidão Trekking (Borboleta, Butterfly ou Multibar)
Neste artigo vou explicar passo a passo como fiz e (alguém também o pode fazer) para instalar um guidão trekking em minha Soul. Lembrando que, ao fazer a adaptação, pode-se futuramente usar qualquer modelo de guidão, até um modelo Road, curvo. Apenas deve-se levar em conta se o guidão a ser colocado permitirá a dobragem da bicicleta.

Há muito tempo observando fotos e imagens de dobráveis na Internet eu pensava em instalar um guidão trekking na minha Nanika. Notei que as bicicletas Dahon, voltadas para cicloturismo, sempre traziam instalados esse modelo de guidão.
Como eu já tinha um desses guidões instalados em minha outra bike de cicloturismo, sabia perfeitamente da sua versatilidade no tangente às várias posições das mãos.
Em cicloturismo, pedais de longas distâncias, passamos horas com as mãos no guidão. Se não houver espaço para que mudemos as posições das mãos enquanto pedalamos, corremos o risco de ter dormência, formigamento, cãibras e até dores. O guidão trekking, como atualmente é conhecido, nos oferece várias opções de posições para as mãos, impedindo os problemas acima citados.
No guidão flat - plano - podemos apenas acrescentar mais uma posição quando instalamos uma extenção em suas extremidades conhecida como Bar hand.

Nanika com guidão plano e bar hands.


Honestamente eu não sei se vale a pena fazer a troca do guidão plano para um modelo trekking se a pessoa usa a bike apenas para ir e voltar do trabalho, se vai transportá-la em sacola no trem, metrô ou ônibus. Como veremos adiante para dobrá-la será necessário soltar o parafuso da mesa, etc. Contudo, para quem faz pedais de longa distância como eu, acho uma boa opção.

Bom, vamos ao tutorial:

Ferramentas necessárias:

  • Jogo de chaves Allen,
  • Arco de serra com a respectiva serra.
  • Morsa nro.2 ou maior.
  • Tesoura.

Materiais necessários:

  • Um guidão trekking, preferencialmente em alumínio.
  • Uma bucha que acompanha os adaptadores (explico mais adiante o que é essa bucha).
  • Uma mesa (avanço de guidão) regulável, na medida do diâmetro do guidão.
  • Uma tampinha de mesa (a aranha que prende o parafuso não será usada, só a tampa)
  • Cola do tipo Loctite (super bonder, Super cola, etc).
  • Um pedaço de câmara de ar velha.

Bucha - explicação: Imagine um sujeito que tem uma bike com garfo Over mas de rosca. Como ele faria para instalar uma mesa Ahead set? Existe um tipo de adaptador exatamente para esse fim.  Esse adaptador vem com uma bucha, pois o diâmetro interno da mesa é maior que o diâmetro externo da espiga, que tem 25,4 mm. No caso da Soul D 60/70 a espiga  do guidão tem exatamente 25,4 mm (vem marcado na espiga) de diâmetro. Assim, se não tiver essa bucha a mesa não dará aperto.
Se conseguir uma mesa com o diâmetro interno igual ao da espiga, 25,4 mm não vai precisar da bucha.
 
Mas atenção!: Por favor, não confundir com "instalar mesa ahead set em garfo STANDER de rosca!"

Bucha e mesa regulável


Bom, vamos ao trabalho.

Limpei o guidão da Nanika, removendo manetes de freio, manoplas, trocadores e tudo que ali estava instalado. Assim, bastou soltar a blocagem que regula a altura do guidão para tê-lo em minhas mãos. Esse guidão e sua espiga é uma peça só, não tem um sistema de avanço/mesa como em outros modelos de dobráveis.

Guidão "pelado".





Uma vez retirado o guidão, agora precisei serrá-lo, já que a espiga é imprescindível para a nova instalação.
Prendi-o na morsa e com o arco de serra, serrei bem no topo, próximo a parte horizontal.

Guidão plano serrado e o novo trekking que será instalado.


Esse guidão plano é fabricado em alumínio reforçado, portanto ele tem uma espécie de colméia em seu interior. Mesmo assim, não é tão difícil serra-lo.

A princípio tentei fazer a instalação usando um avanço (mesa) Ritchey que eu já tinha nos meus guardados. Contudo, pelo fato de não ser regulável não permitiu que uma vez tudo instalado eu dobrasse a bicicleta. A mesa pegava na bike que virava um L. Ou seja, iria ficar pior do antes!!!


Com a mesa regulável, na hora de dobrar a bicicleta, apenas faz-se necessário afrouxar o parafuso que regula o ângulo da mesa e levantá-la para que fique num ângulo de 90º graus. No final deste artigo há foto da bike dobrada.
Bom, ao instalar a mesa na espiga que foi separada do guidão é interessante deixar a mesa um pouco acima da espiga e não rente. Como a espiga tem um reforço interno não será possível inserir a aranha que prende a tampa da mesa, portanto será necessário colar a tampa. Deixe então uns milímetros de espaço para que a tampa possa ser colada com a cola loctite, como eu fiz.
Obs.: Se a bucha, que também é de alumínio, tiver ressalto, como a da foto, pode ser serrado o ressalto para não impedir o "degrau" que precisa ser deixado, para a colagem da tampinha.

Observe o ressalto entre a mesa e a espiga.
 

Mesa que eu usei - Kalloy Over com regulagem.



Uma vez a mesa centralizada, basta aperta-la com a chave Allen correspondente. Verifique se ficou bem apertada mesmo.
Testei e verifiquei que estava tudo bem ajustado, portanto passei cola para prender a tampinha e ficar esteticamente um serviço mais apresentável.
Já com a tampinha colada.
Tampinha, parafuso e aranha. Não usei nem a aranha, 
nem o parafuso. Só a tampa.

No furo do centro da tampa, recortei com a tesoura um pedacinho de câmara de ar velha e colei para tampar o furo e pronto, ficou show de roda!
Depois de tudo isso feito, só foi instalar os manetes de freio, trocadores, suporte de farol, ciclocomputador e etc.
O resultado é o das duas fotos abaixo.


E para dobrar a bike? Será que dá?
Bom, para dobrar a Nanika, como eu comentei previamente, é só afrouxar o parafuso de regulagem do ângulo da mesa com uma chave Allen, levantá-la e deixa-la em 90º graus. Dá um pequeno aperto no parafuso - só encostar e dobrar normalmente, como manda o manual.
O resultado será este:

Observe na foto acima que eu não baixei o selim, portanto o guidão está no chão. Se baixar o selim como nas dobragens tradicionais o guidão fica alguns centímetros do chão. Eu não o fiz realmente de preguiça de tirar meu suporte de caramanhola.
Contudo, como bem observou a amiga e biker Ana Maria, nem precisa. Basta enfiar a bike do jeito que está no bagageiro do ônibus e viajar sossegado. Se eu achar necessário, posso enrolar um plástico nesse ponto do guidão para não ralar a fita e ponto final.
Ontem fui pedalar com a Nanika já pronta. O novo guidão ficou muito mais confortável. Já ouvi um pessoal que estava sentado na porta de uma oficina dizer: Olha fulano, que bike da hora!!!
Pedalei no asfalto, na terra e no meio de umas pedras soltas e foi tudo ótimo. A modificação ficou perfeita!
Não gastei um centavo sequer nessa mudança, pois a mesa, o guidão e a tampinha eu já tinha. A bucha ganhei do amigo e ciclomecânico Paulo.
Agora é aguardar mais uns dias e coloca-la na estrada, se Deus quiser. Antigão e a Nanika rumo à Florianópolis, SC!

Grande cicloabraço do...