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sábado, 15 de junho de 2013

Dobrável para cicloturismo - Final das implementações.


Desde o início do ano de 2013 venho fazendo implementações na minha bicicleta dobrável, a fim de deixá-la o mais seguro e confiável possível para fazer cicloviagens  longas.

Já publiquei aqui no Blog vários artigos tratando desse assunto, inclusive com fotos e sugestões. 

(Para ler o artigo em questão, clique AQUI.)

Na semana passada troquei os pneus, dianteiro e traseiro, por pneus mais largos. Na roda traseira um Schwalbe Marathon 1.75 (que ganhei de um amigo cicloturista) e na roda dianteira um Maxxis 1.85. A vantagem deste pneu Grifter é o fato de agarrar no piso mesmo em todos os ângulos, pois é usado para manobras radicais. 
Os para-lamas foram removidos em função dessa mudança, tornando a dobrável com ares de "off Road". Os pneus mais largos deixaram a bike mais confortável e mais confiável, principalmente nos dias de chuva. Os pneus antigos, Kenda 1.50 sclick, derrapavam com facilidade.






Nesta semana troquei o câmbio por um modelo Altus da Shimano, compatível com 8 velocidades e cassete Mega-Range.






Essa mudança levantou o câmbio alguns bons centímetros, já que o câmbio anterior (um TX 51) estava muito próximo do chão. Na foto acima ainda parece baixo, porque a foto foi tirada de cima para baixo, o que produz uma certa ilusão de ótica.


Para finalizar as implementações, estou negociando a compra de um par de pedais dobráveis em alumínio e futuramente pretendo trocar as coroas do pedivela para 50/34 dentes. Atualmente está com 53/39. Exceto o pedal de plástico que eu acho muito fraco, essa mudança não é estritamente necessária, já que dá para rodar bem com as coroas 53/39.
A ideia da troca da coroa veio de uma amiga, também cicloturista, e chamou a minha atenção. Realmente a bikezinha irá subir até em paredes com coroa de 34 e cassete de 34! A coroa maior, de 53 dentes, sobra nas engrenagens menores (14D)

Por ora, como estou proibido pela cardiologista de pedalar, fiz apenas uns 2 ou 3 Km depois da mudança do câmbio traseiro, apenas para testar o engate das marchas.
Se Deus quiser, terça-feira, dia 18, voltarei ao consultório médico e ficarei sabendo quando poderei voltar a pedalar, nem que seja bem devagar, apenas para manter-me saudável. Para quem está acostumado a pedalar, ficar totalmente parado faz mais mal do que o exercício em si.

Estou com um projeto de cicloturismo para o Centro Oeste, mas devo aguardar o posicionamento da cardiologista sobre o meu caso (Isquemia Miocárdica)O cicloturismo não é um evento tão impactante, se mantivermos uma média baixa e empurrarmos a bike nas subidas mais fortes.

Até lá, vamos nos contentando com as lembranças.








"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam
e a prova das coisas que se não vêem."
– Hebreus 11:1

Abraços do...


terça-feira, 7 de maio de 2013

Novas mudanças na Nanika, minha dobrável de cicloturismo.

Nanika


Não sei se já comentei com vocês, mas a minha proposta em relação a Soul, dobrável aro 20 que hoje possuo, é torná-la uma verdadeira bike de cicloturismo. Não quero dizer com isso que não se possa comprar uma Soul igual a minha e usá-la largamente para pegar as estradas por aí.
Ocorre que, a minha Soul, carinhosamente chamada de Nanika, é o modelo D60 em aço carbono. Esse modelo, como pude observar possui peças simples, pois é uma bike destinada ao uso urbano, onde não há uma carga a ser transportada como no cicloturismo.

Normalmente esses modelos de bicicletas são usados para o dia-a-dia, conduzindo as pessoas aos seus ambientes de trabalho. Dobradas são conduzidas em bolsas nos meios de transporte urbanos e até nos bagageiros dos veículos de passeios. Já as vi nos parques e em ciclovias urbanas, enchendo de prazer quem as conduzia.

Cicloturismo de longa distãncia é uma outra história. São vários dias pedalando uma delas com carga total, por estradas de terra, asfalto, longas subidas ou grandes pirambeiras. Estradas litorâneas com sua peculiar maresia e areia são as grandes detonadoras de equipamentos frágeis que porventura possam equipar esse tipo de bicicleta. Contudo, com apenas uma cicloviagem efetuada em minha "Nanika" pude perceber a grande vantagem que ela leva sobre as bicicletas convencionais, quando se trata de transportá-la nos bagageiros dos ônibus interestaduais, como normalmente faço. Ao dobrá-la seu tamanho não ultrapassa o tamanho de uma mala de viagem qualquer, faciclitando em muito o seu transporte, bem como embarque e desembarque.
Imagino que nos aeroportos, quando necessário transportá-la de avião, possa levar a mesma vantagem.

Acrescente-se a isso a postura do ciclista praticamente sentado. Essa posição, embora seja mais resistente ao vento contra, oferece um conforto a mais. Não quero dizer com isso que a velocidade será a mesma conseguida com uma bike convencional, devido a postura mais agressiva. Mas essa "perda" é em grande parte compensada pela postura quase ereta, que dá ao seu condutor uma visão de 180º graus. Para um cicloturista como eu, que gosta de apreciar as paisagens á sua volta e tirar as mais variadas fotos isso é um prato cheio! Ademais, quem precisa de velocidade em cicloturismo? Eu não!

Mas, diante do exposto, o que estou fazendo para tornar a minha Nanika mais robusta para a prática do cicloturismo? Mudanças estruturais! Algumas mais simples, outras mais radicais.
Obviamente que não me baseio em dados técnicos. Faço todas as mudanças embasado na minha modesta experiência, adquirida nos últimos 5 anos de estradas e, com certeza, na opinião de amigos bikers experientes.

Num artigo anterior eu já havia comentado sobre algumas mudanças que fizera. Para ler esse artigo clique AQUI.

Neste último mês, aproveitando o meu recesso cicloturístico, promovi novas alterações na Nanika, visando torná-la ainda mais robusta e preparada para uma longa cicloviagem.

Recomeçamos trocando a caixa central por uma selada e com eixo mais curto, compatível com o coroa dupla que já estava instalada. Essa mudança já estava prevista, mas tivemos que antecipá-la haja vista que a caixa original pifou completamente. Como eu disse anteriomente da fragilidade das peças, rodei muito pouco com ela. Após a troca, devido ao eixo de 113 mm,  a corrente passou a ficar mais alinhada com a coroa e catraca de 7 V.

Corrente alinhada.



A segunda mudança foi a troca dos manetes de freio, antes de plástico, que deram lugar a um modelo de alumíno da marca Shimano. Confesso que eu não tinha muita confiança em descer serras com a bike carregada, apertando aqueles manetes plásticos que poderiam se romper a qualquer instante.

Novos manetes Shimano.



Esse modelo da Soul é equipado com rodas de alumínio de folhas simples e cubos de ferro. Os cubos de ferro são frágeis, principalmente o traseiro onde o peso estará concentrado ao transportar alforges carregados, barraca, saco de dormir, colchonete, etc. Assim, achei por bem efetuar uma troca mais radical nesses componentes: Instalamos uma roda de folha dupla, modelo Vzan Aero, com cubo cassete Shimano Paralax e raios em Inox. A outra vantagem dessa troca é o sistema de blocagem que substituiu as porcas de 15 mm.

Cubo Shimano Paralax e Roda Vzan Aero 36 F, com raios inoxidáveis.



Uma curiosidade é que os aros originais são de 28 furos e não existe - pelo menos no Brasil - nada que a Shimano produza em matéria de cubos para essa quantidade de raios. Assim, instalamos cubos e rodas com 36 furos.

E a roda dianteira? Bom a roda dianteira é um caso a parte. Primeiro, a distância das flanges do cubo é de 74 mm e não encontrei nada com essa medida no mercado brasileiro. Segundo, o problema da quantidade de raios. Pesquisei alguns fóruns internacionais e vi que lá fora o pessoal tem o mesmo problema com as Dahon, fabricante do quadro da Soul: garfos estreitos. A única saída seria contratar um frame builder para confeccionar um garfo novo e mais largo, compatível com os cubos Shimano Paralax.
Essa hipótese foi totalmente descartada, pois na frente da bicicleta não irei carregar peso. Apenas o saco de dormir e isolante térmico inflável ocuparão o bagageiro dianteiro, o que não comprometerá a durabilidade do cubo e roda dianteira. Contudo, já estou vendo com outro fabricante de dobrável a possibilidade de adquirir um cubo dianteiro de alumínio, que possa pelo menos permitir a troca das "bacias" onde repousam as esferas.
Mas, para que a roda dianteira não ficasse tão diferente, instalamos raios inoxidáveis e eu mesmo providenciei uma pintura em preto brilhante.

Uma lixa bem fininha, duas demãos de primer cinza, três demãos de spray preto brilhante e duas demãos de verniz tornaram a roda bem mais compatível com o cojunto todo.

Roda em preto brilhante.


Finalmente, já que estava mexendo na relação da bike e colocara um cubo cassete Paralax, instalei um cassete Shimano de 8 V. Para completar o conjunto falta apenas o trocador Shimano altus de 24 V que deverá chegar ainda nesta semana. Com essa mudança mais o adaptador que deverá chegar em meados de junho, a Nanika passará a dispor, nada mais nada menos do que 16 marchas. Nada mal para uma dobrável aro 20!



Por ora é isso, pessoal.

Agora vamos aguardar uns dias para colocá-la em teste, pegando uma estrada por aí.

Novas mudançs virão, aguardem!

Grande cicloabraço do...






sábado, 2 de março de 2013

Dobrável na estrada - Um show de cicloviagem!

Esta pequena cicloviagem, além do  incomensurável prazer de pedalar na estrada, teve como objetivo testar a dobrável (Nanika) e eu na estrada.
A "Nanika", uma Soul D-60, modificada em sua relação para câmbio de 7 marchas, sendo a primeira de 34 dentes - conhecida como Mega-Range.
Saí de São Paulo, Capital, com destino a Praia de Boraceia, no Litoral Norte de São Paulo. A Praia de Boraceia fica dividida entre dois municípios: Bertioga e São Sebastião, ambos no Estado de São Paulo.

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Domingo, 24 de fevereiro de 2013. Era 4 horas da manhã e eu já estava acordado. Lógico, a Sra. Ansiedade me acordara bem cedo! Mesmo assim, fiquei na cama mais um pouco, pois embora eu quisesse sair bem cedo, não precisava exagerar, né!
A minha ideia era pegar trem da CPTM até Mogi das Cruzes, SP, por volta das 5h30m e 6h.
Pulei da cama ás 5h e fui arrumar o que faltava. Pouca coisa, pois eu tenho o hábito de deixar tudo pronto no dia anterior, assim, no dia da cicloviagem apenas repasso se não estou esquecendo de nada.


(Clique na imagem para ampliar)

Nanika pronta para sua primeira cicloviagem.




Como a minha ideia era acampar, estava levando barraca, colchonete e saco de dormir. Não pesei a tralha, mas estava bem carregado.

Escolhi esse trajeto pois sabia que a altimetria não seria tão puxada. Não queria me expor ás grandes serras com uma relação tão pesada (52 X 34), que eu ainda não havia testado com a bikezinha carregada. Exceto o trecho de Mogi até o pé da serra, o resto é tudo praticamente plano.


Uma vez tudo arranjado, saí de casa por volta das 5h30m da manhã, com  destino a Linha Coral, Estação Tatuapé da CPTM (Companhia de Trens Metropolitanos).

A manhã estava fresca, ótima para pedalar, mas eu sabia que durante o dia o calor ia pegar no breu. A previsão era de 32º C.

Avenida Rio das Pedras.


Estação Carrão do Metrô - Linha Vermelha.


Agora é fazer a travessia pela Radial Leste e pegar a ciclovia até o Tatuapé.

Ciclovia - A foto saiu um pouco tremida.


Vista da rampa de acesso á Estação Tatuapé. Á direita a Av. Radial Leste.


Nanika na plataforma aguardando a chegada do trem.


Tem algumas coisas que eu não entendo, ou honestamente nem quero entender: Pega-se um trem semi-novo, com ar condicionado, muito confortável até Guainazes. De lá faz-se uma baldeação e pega-se um trem velho, quase caindo aos pedaços, onde a poluição sonora impede qualquer diálogo entre as pessoas. Esse trem segue até a Estação Estudantes em Mogi das Cruzes. O que eu não entendo: Porque o trem confortável não segue até Estudantes?
No trem encontrei alguns cicloturistas que se dirigiam á Bertioga, mas via Estação Brás Cubas, enquanto eu desceria na estação Mogi das Cruzes, uma depois. Conversamos um pouco, mas no trem velho isso se tornou impossível. Em Brás Cubas nos despedimos e eles seguiram suas cicloviagens. Voltariam no mesmo dia, de ônibus.

Cheguei em Mogi. Era 7h10m quando olhei no relógio, já do lado de fora da Estação.

Lateral da Estação Mogi das Cruzes.


Até aqui, 10,90 Km pedalados de casa á estação Tatuapé.
Peguei as ruas que já conheço e num instante estava na padaria onde ia parar para tomar um café reforçado. Café com leite e um pão com manteiga na chapa.

Assim que começou a rodovia encontrei um grupo grande de ciclistas, dentre os quais o Edson Dias, da Bicicletaria Ipiranga e o Rodolfo Passos Gallo, ambos de Mogi das Cruzes. O Edson eu já conhecia desde há muitos anos, mas não o via pessoalmente também o mesmo tempo. Curioso que o Rodolfo eu vira de relance em Paraty,RJ, quando estava na fila do guichê de passagens da Viação Reunidas. Se não me falha a retentiva, isso foi numa quarta-feira.
Foi um grande prazer reencontra-los e batermos um papo rápido. O grupo estava se dirigindo á Serra, onde fariam umas trilhas.










Fiquei muito feliz quando um dos integrantes do grupo disse que a Nanika estava em perfeita harmonia.

Pedalamos um trecho juntos, mas eles logo pegaram a dianteira e desapareceram.
A Nanika estava deslizando no asfalto. Uma bike leve, muito gostosa de pedalar na estrada. Apenas nesse trecho com mais subidas senti a falta de uma marcha mais leve. No mais, só parei em Biritiba Ussu para tomar um cafezinho e continuei viagem até o pé da serra mantendo uma média boa e tranquila para a minha idade e preparo físico.

Oba, faltam só 40 Km para a Baixada!



O pé de milho solitário com sua espiga jovem.




Esse telhado está resfriado. Vai espirrar a qualquer momento, hehehe!




Dez minutinhos de descanso!






Ah, se todos obedecessem!



A estrada estava muito bela, exibindo seus Manacás da Serra todos floridos.




Que placa linda maravilhosa!







A Nanika sendo apresentada à Cachoeira da Serra de Bertioga.







Desci a serra numa média de 60 Km/h. Os pneus Kenda mistos, 20 X 1,50 grudaram muito bem nas curvas, num equilíbrio perfeito. A bike é super estável na descida da serra. Na frente estava levando apenas o colchonete e o saco de dormir.


Reta depois da descida da serra.




Trevo da Mogi Bertioga com a BR-101 - Rio-Santos, diante do posto da Polícia Rodoviária.



Cheguei no trevo ás 10h09m. Considerando que saí de Mogi por volta das 7h15m, fiz algumas paradas para fotos, café e descansos, o tempo decorrido foi ótimo com a bikezinha carregada. Neste momento o ciclocomputador marcava exatamente 58,93 Km pedalados desde casa.
Agora mais uns 30 Km e estaria no meu destino.
O sol já se fazia sentir e eu estava bem abastecido de água e eletrólitos dissolvidos na mesma.

Peguei a BR-101 no sentido S. Sebastião e fiquei na média de 18 e 19 Km/h.

Neste trecho, até a Riviera de São Lourenço, bicicletas devem seguir pelo acostamento oposto.



O Portal da Riviera de São Lourenço, o point de Bertioga.




Parada para uma água de côco - de caixinha.





Só 17 Km e o sol está abrasador! Mais uma parada para descanso e jogar uma água na nuca.







Chegando...










Doze horas e quarenta e seis minutos. Considerando as paradas para fotos, lanches e o sol abrasador, cheguei mais rápido que das outras vezes, quando estava usando uma bike convencional. Daí já dá para entender que a Nanika anda bem mesmo na estrada. 
Parei diante do Camping Beira Mar, que num passado não muito distante foi alvo das minhas críticas. Minha ideia inicial era chegar ao Camping Ilha do Mel, que fica há mais 7 Km, já em São Sebastião.
O local estava lotado. Resolvi dar uma olhada se algo mudara desde a última vez que eu lá estive e saí bufando de raiva, no meio de uma madrugada. (Veja AQUI).
Nossa, tudo estava mudado! Foram construídos vários chalés ao longo dos muros, os banheiros ganharam novos revestimentos de azulejos, chuveiros novos e o principal: Não haveria barulho após ás 22 horas, como constatei com o rapaz que me atendeu. O preço estava um pouco mais salgado, R$ 30,00 por pessoa, mas devido a vários fatores eu resolvi ficar por ali mesmo.

Aqui cabe um observação em relação aos dois grandes Campings, Ilha do Mel e Beira Mar. O Ilha do Mel fica mais isolado de tudo. O comércio local é mais distante, não há padarias próximas e a praia fica do outro lado da pista. Ou seja, não é "pé na areia". Já o Beira Mar é pé na areia, tem bar e restaurante interno, amplo estacionamento e é rodeado de mercados, padarias, lanchonetes. Por isso optei em ficar por lá. A gente pode levantar ás 6 horas da manhã, atravessar a avenida, entrar na padaria e tomar o café da manhã sossegado.
Ainda falando em Camping Beira Mar, notei que faltavam os tanques e pias na área masculina. O rapaz disse que eu poderia usar a área feminina (essa parte é aberta), pois eles acabaram de reformar e ainda não dera tempo de instalar essas peças. Realmente dava para notar que os pontos estavam lá na parede só aguardando a instalação dos componentes.

Montei a barraca rapidinho, joguei tudo dentro e fui para o banheiro tomar uma ducha fria, pois o calor estava de amargar! Troquei de roupa e fui curtir uma praia, além de procurar um quiosque para tomar um lanche. Pastel de Bauru, espetinhos de camarão e duas latinhas de cerveja me devolveram para o mundo dos "sem fome".
A praia estava lotada! Eu nunca vira tanta gente naquela praia.







Apresento-lhes o mar, belo e imponente!



Seguro morreu de velho! a previsão é de chuva forte durante a noite!




Cai a tarde, todos vão se embora e eu fico ali admirando o mar e o entardecer.



Vamos preparar o jantar? Que tal dois pacotes de macarrão instantâneo, linguiça defumada e pãozinho francês? Não comprei nada na praia, exceto o pão e o álcool para espiriteira, levei tudo nos alforges. No mercado próximo a minha residencia um pacote de macarrão instantâneo sai por R$ 0,45.
Ainda tinha guardado, cebola, tomate, atum ralado e temperos. Um pouco mais cedo, numa barraca ao lado o pessoal estava fazendo uma macarronada. Comeram e foram embora antes do cair da noite.




Jantei ao luar... exuberante, ouvindo música no celular.



Não fui dormir muito tarde, mas já tinha decidido: ficaria por mais um dia!
Essa foi a parte mais difícil, pois o calor estava insuportável. Se abria a barraca até que entrava um arzinho mais fresco, contudo os pernilongos também entravam com os seus ferrões afiadíssimos! Ah, já sei: Puxei a cobertura plástica e removi o sobre teto da barraca. Ah, agora sim, entra ar e não entra pernilongo.
Por volta das 4h30m acordei assustado com o som dos pingos de chuva batendo no plástico que sobrara. Pulei rapidinho prá fora da barraca e tratei de puxar a cobertura plástica que eu deixara no jeito, para o caso de uma emergência como essa. Ufa, ainda bem! Deu tudo certo!
Dormi mais um pouco, mas logo acordei para curtir a segunda-feira. Tomei um banho para tirar o suor da noite, tomei café da Padaria em frente ao Camping e fui para um pedal matinal de 15 Km até o município de São Sebastião.


Uma manhã super pedalável!







Foi uma segunda feira memorável. As praias semi desertas, tudo muito calmo e sossegado. Do jeito que um paulistano e cicloturista gosta.



Acertei mais uma estadia no Camping por R$ 25,00. Lanchei na padaria. Deixei a salada de atum para o jantar.
após um lanche caprichado, que tal uma boa soneca sob a sombra de uma frondosa Sete Copas? Acho que até ronquei! Nesse momento não havia mais ninguém no Camping. Um Motor Home de um pessoal de Mairinque que ficara para a segunda feira, acabou indo embora antes do almoço. Minha companhia no Camping foi um casal de Quero-quero, que nem se importou com a minha presença.






Acordei e tomei mais um banho frio. Perdi a conta de quantos banhos frios tomei nesse dia.
Bora caminhar descalço ao longo da praia para trocar energias com o meio ambiente.






Essa Ilha ao fundo é conhecido na região como "Montão de Trigo". Pertence ao Município de São Sebastião, SP. Já estive lá algumas vezes em anos passados pescando embarcado.






E a segunda-feira foi chegando ao seu final. Amanhã cedo é pedalar até Bertioga, 34 Km e pegar o ônibus para São Paulo, Terminal Rodoviário do Tietê.



Enquanto de um lado da praia o Sol se põe magnifico...



Do outro a Lua nasce com todo o seu esplendor!



 O jantar foi uma bela e apetitosa salada de tomates, cebola, atum ralado. Tudo temperado com sal e uma mistura que eu preparo contendo azeite extra virgem, alho picado, azeitona e vinagre de maça. Esse tempero eu deixo curtir uns dias sempre antes de levá-lo em cicloviagens. Uma delícia!

Fui dormir cedo e desta vez não choveu.

Acordei por volta das 4h30m de terça-feira. Cedo prá caramba! Estava muito escuro, assim fiquei mais uma meia hora deitado, navegando no FaceBook e ouvindo música.
Ás 5 horas comecei a desmontar a barraca, ainda com o uso do farolete. Deixei a arrumação mais fina para quando o dia estivesse claro e fui tomar um  banho frio. Estava calor e eu queria sair cedo. Enquanto eu tomava banho o dia clareou. Ajeitei tudo, peguei a Nanika e rumei para o café da manhã na padaria.


Nanika pronta para pegar a estrada de volta.




Liguei para a esposa avisando que estava saindo de lá e caí na estrada. O relógio marcava 6h55m.



O Sombra, grande companheiro, estava empolgado.



Que delícia de estradão! Pouco movimento e o sol ainda não está tão quente.



A única subida  forte da volta. A pedra que divide a estrada.




Por que será que eu amo tanto essas plaquinhas?



Rodovia Mogi-Bertioga sentido Mogi das Cruzes.



Uma cachoeira ao longe rasgando a mata virgem.



Bom, agora o sol já está pegando, mas falta pouco, pouco.


Nanika sendo apresentada ao "Moai" de Bertioga.



Pedalando pelas ciclovias de Bertioga, SP.



Um senhor me informou que a Empresa Litorânea voltara a operar próximo a Balsa. Cheguei no guichê de passagem por volta das 9h10m. Duas horas e 15 minutos, considerando a baixa velocidade que é preciso para pedalar pelas ruas de Bertioga (perímetro urbano), o tempo decorrido na estrada foi muito bom.
Ainda tinha passagem para Sampa, para ás 10:40, via Mogi/Guarulhos. Comprei praticamente a última poltrona disponível. Como tinha muito tempo disponível ainda, antes do embarque, fui ao Pier de pesca bater papo com os pescadores.


Nanika no Pier. ao fundo, lado esquerdo, o Forte São João.




Voltei para a Rodoviária e tratei logo de desmontar tudo para o embarque. Dobrei a Nanika e observei que todos os passageiros que ali estavam me observavam curiosos, mas sem comentar nada.

Quando o ônibus chegou corroborou-se aquilo que eu vinha comentando há tempos com os amigos cicloturistas, sobre as vantagens de usar uma bike dobrável no cicloturismo. O bagageiro do ônibus estava lotado, hiper lotado. Ajeitei a Nanika dobradinha num cantinho e escorei-a com o resto da bagagem. Pena não ter fotografado esse evento. Mas quando o motorista fechou o bagageiro, não havia simplesmente lugar para mais nada. Todas as passagens foram vendidas. O ônibus saiu com quase meia hora de atraso.

Passava das 13h30m quando desembarquei em São Paulo. Montei a bike sob o olhar curiosos das pessoas que por ali transitavam e caí nas ruas e avenidas do Brás, para chegar até em casa pelas "quebradas", evitando as vias movimentadas, principalmente pelos ônibus que não hesitam e tirar fininha de ciclista.
Mas, assim que comecei a pedalar, começou a chover. A princípio chuva leve, mas quando cheguei aos arredores do Tatuapé a chuva virou toró. Parei apenas num bar e restaurante para colocar as capas nos alforges, comer um salgado e continuei a pedalar mesmo no meio da chuva. Atravessei verdadeiras lagoas urbanas.
Na ciclovia do Tatuapé, um ônibus que vinha em sentido contrário pegou uma poça enorme de água suja e me deu aquele banho da cabeça aos pés! Que cheiro horrível! Apenas lavei o rosto com água da caramanhola e apressei ainda mais a pedalada para chegar em casa e tomar um banho.

Pedalar no trânsito de Sampa e com toda aquela chuvarada me fez perder um bom tempo. Cheguei em casa são e salvo por volta das 16 horas. O corpo estava sujo e suado, mas a alma estava limpa e lavada!

Obrigado meu Deus amado por mais esses momentos de pura alegria e emoção. 
Obrigado Nanika por ter provado que és pequena no tamanho, mas grande em provocar essa sensação de prazer e aventura que tanto atrai a todos os cicloturistas.

Resumo:

De casa até Boraceia foram .....82:37 Km 
De Boraceia até em casa foram 57:37 Km
Passeio em S. Sebastião......... .15:00 Km
Total ....................................154:74 Km pedalados.

Velocidade máxima............. 60.8 Km/h

Nenhum incidente foi verificado.

Considerações finais:

A Soul D60 é realmente uma ótima bike para cicloturismo, mas precisa de uma relação mais leve nas grandes subidas. Uma coroa dupla e um câmbio dianteiro realmente tornará a bike um aviãozinho.

As adaptações que fiz foram:
Coloquei um bagageiro Wencun, portanto bem mais alto, na traseira. Assim foi possível cicloviajar com alforges, sem que esses pegassem no câmbio ou nos meus calcanhares, ao pedalar.
coloquei um bagageiro dianteiro, Tranz-X CD 220, visando distribuir melhor a carga. A bicicleta em momento algum perdeu a estabilidade nas retas ou nas curvas, mantendo-se totalmente estável.
Mudei o Câmbio original de 6 marchas por um Shimano TX-51 de 7 velocidades.
Mudei o trocador original por um Shimano SYS de 7 velocidades, indexado.
Mudei catraca de seis velocidades por uma Shimano Mega-Range de 7V (14/34)
Mudei corrente original por uma Shimano HG-51 com dois Links, pois a corrente original era curta para usar com Mega-Range.
A relação mais pesada ficou 52 X 14 e a mais leve 52 X 34.

As demais peças todas originais.

Na minha modesta opinião a bike está totalmente aprovada para asfalto, pois ainda não a usei em estradas de terra ou outro tipo de solo.

Assim, até a próximo e um grande cicloabraço do...