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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Vila de Paranapiacaba, Sto. André, SP.

Olás, meus amigos e amigas!

Nestas últimas semanas tenho feito bastante contato com o amigo cicloturista Emerson Lacerda (http://adhocbikers.blogspot.com.br/). Ele será meu companheiro de cicloviagem para Florianópolis, SC daqui há alguns dias. Nessas boas prosas surgiu o convite para pedalarmos juntos até a Vila de Paranapiacaba, no Município de Santo André, em São Paulo. Ora, como eu não sou bobo, aceitei o convite! Assim, o último dia de agosto foi de pedal em uma ótima companhia! Mas, vamos ao relato.


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31/08/20013 - O celular nem chegou a me despertar. A ansiedade era tamanha que minutos antes eu já estava acordado! 5:45 horas, pulei da cama.
Nós havíamos combinado de nos encontrarmos por volta das 7 horas da manhã, na casa do Emerson, onde tomaríamos o café da manhã juntos. Portanto eu tinha que pedalar uns 5 Km até a residência do amigo.
Passei numa Padaria aqui perto de casa, peguei dois pãezinhos quentinhos e coloquei 100 gr de mortadela em cada um deles. Uma mini garrafinha de guaraná completou o lanche. 
Rapidinho venci os 5 Km que separam as nossas casas e por volta do horário marcado lá estava eu pronto para o café da manhã que a senhora mamãe do Emerson preparara com todo o carinho. Tomamos café, batemos papo e saímos para o pedal. Iríamos por Santo André, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, até chegarmos à Vila.

Assim que chegamos a Av. dos Estados furou o pneu traseiro da minha bike. Estranho que a câmara estava com um pequeno corte. Acho que foi "mordida" na hora de montar.

Cicloturistas de verdade consertam o pneu sorrindo!



Com a ajuda do Emerson em poucos minutos coloquei uma câmara nova e remendamos a velha para guardar de estepe.

Ói nóis na estrada novamente!


Prefeitura Municipal de Mauá, SP.


Um sábado de sol maravilhoso! Rindo e batendo papo logo chegamos a Ribeirão Pires.


Portal de Ribeirão Pires.



Olha a cara de "tristeza" do Emerson!


Demorou mas voltou, hein véio?!




Logo deixamos as cidades para trás e chegamos na Rodovia com acostamento largo e perfeito para cicloviajar. É fato que as tartarugas que cruzam o acostamento a cada, sei lá, 200 metros, incomoda um pouco, mas se removerem os carros acabam trafegando no acostamento! Pior ainda, né?!



Estradão sem fim!



Nossa, eu estava que nem criança em dia de Natal: Super feliz! Sentir o vento no rosto novamente, encher os olhos de verde, respirar um ar puro da Serra do Mar, ouvir os pássaros e estar em ótima companhia era tudo o que eu queria! E ali estava eu... que prazer! Um pouco fora de forma, reconheço, mas o que importa? O Emerson dissera que o ritmo da pedalada seria "o ritmo do último" e estava seguindo à risca, ahahahah! Com metade da minha idade e muito bem preparado fisicamente ele poderia me dar um banho de pedal, mas cicloturista de verdade pedala devagar, curtindo e sentindo a natureza. Paramos muitas vezes, para fotografar, tomar café, tomar água ou simplesmente para descansar um pouco.

E assim, logo chegamos ao trevo onde pegaríamos uma estrada de terra, que beira a linha férrea e iria nos deixar na parte baixa da Vila.

Comentei com o Emerson que, quando eu era menino se alguém me perguntasse o que eu seria quando crescesse eu diria: Maquinista de trem! O Emerson disse que adora trens e que responderia a mesma coisa! Meu finado tio Emílio era operador de telégrafo na Estrada de Ferro Sorocabana, Estação de Mairinque. Eu vivia ali vendo os trens de passageiros e os trens de carga com uma quantidade quase infinita de vagões passarem. Conversava com os maquinistas... era a década de 60, bons tempos!








Um véio, uma bike e um barração surrado pelo tempo. Uma composição perfeita!



A Nanika também estava satisfeita, encarando o asfalto, 
terra e cascalho com a maior naturalidade.


A estrada é muito bonita, com algumas boas subidas e pedras soltas. Eu, como estou retornando agora depois de longa ausência, senti bastante as subidas, mesmo na "vovózinha" (coroa de 39 dentes na Nanika). Cheguei a empurrar a bike subida acima. O Emerson aproveitou uma dessas para pedalar na Nanika e ficou surpreso com a estabilidade da pequenina! Parece que a Soul vai acabar vendendo mais uma!





No caminho o Emerson já meu mostrou umas trilhas para chegar numas cachoeiras. Já estamos combinando de num futuro próximo chegarmos até elas para uma noite de acampamento. Eu amo acampar em meio a Natureza, fazer uma fogueira e passar horas contanto histórias à beira do fogo! E a janta e o café feitos na lenha então!

Paramos num lago de água cristalina para nos refrescarmos um pouco. O sol estava quente, não tórrido, mas estava quente e a poeira da estrada grudava no corpo suado.




Chegamos no Portal da Vila e já saímos disparando nossas objetivas.







Com 43,610 Km pedalados chegamos à Vila. Nem lembro a hora exatamente, mas sabíamos que era hora do almoço, afinal nossos estômagos estavam nos avisando.

Hum... parece que "alguém" está com fome!



Ô coisa boa! Arroz, feijão, salada, legumes, filé de tilápia e filé de frango grelhados. Comemos que nem gente grande! Pedalar é bom, mas dá uma fome!!! A Vila estava cheia de turistas, bikes, motos de trilha e praticantes de Trekking.

Mal acabamos de almoçar uma neblina envolveu a Vila. Dá para notar nas fotos.




Na foto abaixo, a casa do engenheiro inglês, construída no alto para que ele pudesse ver panoramicamente a construção da estrada de ferro. A expressão não nasceu aqui como eu pensava, mas conta-se que foi muito usada pelos trabalhadores da estrada de ferro. O engenheiro inglês aparecia lá no alto e os trabalhadores gritavam uns para os outros: "Vamos trabalhar, só para o inglês ver!" O engenheiro olhava e se recolhia satisfeito.





É, o ciclopasseio está muito bom, mas está na hora de voltar para casa. 
Nós havíamos combinado de pedalar até Rio Grande da Serra e embarcarmos no trem, para fazer parte da viagem de volta. O Emerson desceria na Estação de Utinga e eu na Estação Ipiranga, de onde continuaríamos o pedal para nossas casas. A Estação Ipiranga, embora ficasse um pouco mais distante, me evitaria boas subidas.



E assim encerramos mais um prazeroso pedal.


Desci na Estação Ipiranga e parte do meu retorno foi pela Rua Cavour, onde morei por muitos anos. Fiquei emocionado ao passar por aquela rua que eu conhecia desde os idos de 1959. Revi a Escola no Parque Sevilha, que naquela época era de madeira pintada de azul, onde fiz parte do meu 2º ano primário. Doces lembranças.

Um sábado memorável! Um pedal maravilhoso!


Agradeço a Deus por mais essa oportunidade de curtir a beleza de Sua criação, acompanhado de um grande amigo e parceiro. Agradeço à Sra. mamãe do Emerson pelo lauto e delicioso café da manhã.

67 Km pedalados.
Um pneu furado e só alegria!

Até a próxima e obrigado por todos(as) que prestigiam o nosso Blog!

Um caloroso cicloabraço do...


domingo, 22 de maio de 2011

Passeio para Paranapiacaba - Set/2009

(Clique nas fotos para ampliar)

Olás,

Embora afastado dos pedais por hora, vez ou outra, quando as dores lombares mo permitem, me aventuro no Site Pedal, mais precisamente no Fórum de cicloturismo, do qual eu sou fã nro.1.

Ontem escrevendo sobre sugestões de passeio pelos arredores de São Paulo, Capital, me lembrei de um ciclopasseio solo que fiz em setembro de 2009 com destino a Paranapiacaba, sub-distrito de Santo André, na região do ABC paulista.

Dias antes eu tinha lido uma postagem de um passeio que um amigo fizera e eu fiquei tentado a também fazê-lo.
E foi assim que saí bem cedinho, numa manhã de sábado, todo empolgado, pois eu ainda estava começando no cicloturismo e tudo para mim era uma grande novidade.
Saí pela Estrada da Barreira Grande logo chegando a Av. Luiz Ignácio de Anhaia Melo por onde acessei a Av. Juntas Provisórias e assim cheguei á Via Anchieta, no bairro do Ipiranga.
Essa foi a única vez que eu pedalei na Via Anchieta. Fiquei horrorizado com tantas entradas e saídas de carros, tartarugas, olhos de gato, etc. Era necessário ficar muitíssimo atento, pois uma bobeada e o Antigão seria atropelado sem dó!
Não via a hora de chegar ao Riacho Grande, onde eu sairia da Anchieta.

Cheguei no Riacho Grande, onde começei a tirar as fotos. Antes eu nem tive coragem de por a mão na máquina fotográfica!

Fiquei muito feliz quando cheguei a beira da Represa e pude tirar as fotos junto a minha "azulzinha".





Parei num posto de gasolina para tomar um café com pão de queijo e comprar água. O sól já estava quente aquela hora da manhã.


Rodovia Índio Tibiriça.

De onde vim...

Para onde vou.

Encontrei muitos bikers, speedeiros principamente, que passavam por mim fazendo vácuo!


Havia muito verde pelo caminho e como estava chegando a primavera,  muitas flores,
exalando cada uma seu perfume característico.


Logo cheguei a Rio Grande da Serra, 
onde na volta eu embarcaria no 
trem da CPTM 
para retornar á Zona Leste.


Estradinha muito tranquila. Dava para contar nos dedos os carros que eu encontrei pelo caminho.


 Pedalando ao lado da via férrea e me deliciando com as belas paisagens, estando tão perto da "Selva de Pedra".


 Vista do Litoral Sul pelo Mirante. O tempo estava fechado não permitindo uma visão melhor.

  
Cheguei a Vila de Paranapiacaba.





Parei no Bar da Zilda para comer um PF. Arroz, feijão, salada e frango frito acompanhados de um Gatorade, uma delícia!

Enquando eu almoçava alguns bikers trilheiros chegaram ao bar. Perguntaram de onde eu vinha e para onde eu ia. Depois de responder-lhes as perguntas, quando eu disse que voltaria pedalando até Rio Grande da Serra, a observação de um deles foi hilariante e inesquecível: Ele disse "Benzadeus, tio! Se eu batesse um pratão de comida desses, nem conseguiria subir mais na bike, quanto mais pedalar até Rio Grande da Serra!" (Riso geral).  Despediram-se me desejando bom retorno e foram embora enquanto eu me afogava naquela frango frito delicioso!



Achei no mínimo curioso o nome desta árvore.


 Veja mais sobre Paranapiacaba em http://pt.wikipedia.org/wiki/Paranapiacaba











 Cheguei em cima da ponte bem no momento em que a "Maria Fumaça" estava apitando para sair.



Assim, encerrei meu passeio a Vila de Paranapiacaba.


Pedalei de volta até Rio Grande da Serra, onde peguei o Trem até a Estação Ipiranga.



Da Estação Ipiranga segui pedalando até a minha casa.

Foi um pedal muito gostoso que preciso repetir em breve.

Da região do Shopping Aricanduva, Zona Leste de São Paulo, por esse caminho dá uns 70 Km de pedal, só de ida.
É um ótimo passeio, recomendo.

Deus abençoe a todos!