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sábado, 19 de março de 2011

Boraceia - Pedalando na escuridão!

Olá pessoal!

Neste sábado, 12/03/2011, cansado de ouvir a palavra "CHUVA" e vê-la inserida em todos os textos e contextos, resolvi dar uma escapada em direção ao Litoral Norte - Boracéia - como costumeiramente faço quando me acredito estressado. Boracéia é uma das praias do litoral norte de São Paulo que fica no município de Bertioga. Há uma outra praia denominada de Boracéia II, que fica além do Rio Boracéia, já no município de São Sebastião. Desta vez nem o "Sombra" quis me acompanhar, embora a previsão do tempo estivesse anunciado a volta do sol no litoral norte.

(Obs. Clique nas fotos para ampliar).



Cinco horas da manhã, bike carregada e lá vou eu feliz e sossegado pedalando após ter me despedido da esposa. A noite estava um breu danado!


Logo que cheguei a altura da Vila Carrão fui recebido por alguns pingos esparsos de chuva, mas como passaram rápido e o céu estava escuro continuei pedalando em direção á Rodovia Airton Senna da Silva.

Logo o dia começou a clarear e eu pude ver que os Metereologistas estavam certos: Um dia lindo me esperava! Ah, como eu fora esperto saindo para pedalar nesse dia!


Imagens sempre falam mais do que palavras, né?!


A Rodovia Airton Senna não é mais aquela rodovia tranquila para pedalar. No trecho que vai do Posto da Polícia Rodoviária até o acesso a Av. Trabalhadores-Jacu Pêssego, uns 4  a 5 Km a concessionária acabou com o acostamento farto que lá havia, transformando-o em pista. Aliás, na terra do "carro" isso é tão comum que já não me espanta mais ver os caminhões quase arrancando um pedaço dos meus ombros! Tive que imprimir uma média maior para vencer logo aquele trecho perigoso.


Logo venci o trecho mais perigoso e fiz a minha primeira parada, como de praxe, no Posto do Km 30. Naquela altura o ceu já estava totalmente acinzentado e minha crença nos Metereologistas caiu por terra. Talvez eu até enfrentasse alguma garoa na serra.


Logo que saí, após um delicioso pão na chapa e um copaço de ovomaltine, fui abordado por dois senhores motociclistas. Aquelas motos enormes, que passam pela gente zunindo que nem besouro e a gente mal consegue vê-las.
Pois bem, queriam saber de onde eu vinha e para onde ia. Lógico que após a minha saída devem ter comentado "Que véio mentiroso!", tal foi a maneira que se entreolharam.

No fim o tempo ficou cinzento e fresco até ajudando na pedalada, embora eu estivesse meio chateado por pedalar na Airton Senna cheia de caminhões fumacentos e ruidosos.

A estrada vista por uma bike...



Fiquei abismado com o tamanho do trem. Nem me preocupei em contar os vagões! Não coube numa foto só!




Quando vi essas placas me animei




um pouco mais, afinal eu iria sair do barulho e da fumaça.

Agora sim, menos barulho, menos fumaça e um pouco mais de verde.



Segunda parada: Em frente a Casa do Queijo, já em Mogi das Cruzes.


Até lembrei que alguns anos atrás eu chegava até aqui e voltava. Ida e volta 100 Km, um bom treino.
Poxa, limparam tudo por aqui e até tem uma passagem por baixo da pista para quem quer parar por aqui e chegar até a Casa do Queijo, já que não há como atravessar a pista, em vista das muretas altas e vão entre as pistas.

Fotos da passagem...




Olha eu aí! Com a minha  
camisa "Seja visto".


Quando comprei essa camisa lembrei de um amigo do Fórum Pedal, que era louco por uma camisa dessa!...
Depois de subir... subir... subir... avista-se Mogi das Cruzes lá embaixo. Aí é descer... descer... descer... voando!!!



Parei em Mogi o tempo suficiente para tomar um cafezinho preto. Gosto de café. Rapidinho atravessei Mogi e cheguei na Rod. Mogi Bertioga.


Estava muito feliz pois minha média estava em torno de 18,3 Km/h e esse era meu objetivo. Precisava chegar na serra antes da 12 horas!

Observem a placa abaixo...


Embora a fiscalização seja falha e a gente acabe observando muitos motoristas de caminhão ignorando totalmente este aviso, evidente que descer a serra antes das 12 horas é um baita negócio para quem está de bike!

Mais uma parada rápida...


Parei em Biritiba Ussu para comer um espetinho de frango e tomar uma coca-cola zero. Neste trevo há uma coxinha gigante que não é só massa não! É recheio puro! Muitíssimo saborosa. Quem for descer pela Mogi-Bertioga deixe para parar no trevo de Biritiba Ussu e provar a deliciosa e avantajada coxinha. Todos os salgadinhos de lá são deliciosos. Recomendo!
Dá gosto de pedalar 
em meio a tanto verde!


Mas o ponto alto desse passeio é quando a gente avista essas placas!



Nunca me lembro o nome correto deste Rio. Não sei se é Guapó ou Guapé. Fica bem antes da cachoeira, onde tem o mirante. Mas de toda a forma é belo vê-lo rasgando as pedras em direção ao vale.


A tradicional foto da cachoeira...



As nuvens pairando sobre as montanhas...


O final da serra visto por uma bike...

Chegando em Bertioga...




Trevo Bertioga X São Sebastião.




Até este momento praticamente nenhuma gota de chuva chegara até a minha pessoa. O ceu esteve sempre encoberto, mas nada de chuva.
Entrei pelo acesso á São Sebastião e continuei o pedal em direção a Praia de Boracéia.
Não sou de fotografar e postar tragédias, embora já tenha me deparado com várias delas no decorrer desses anos de cicloturismo. Neste caso vou mostrar porque nem se trata de uma tragédia propriamente dita, mas da Natureza cobrando o seu preço de quem estava despejando entulho ao longo da rodovia.

Olhem só o que aconteceu 
ao caminhão basculante...


Desceu de ré junto com o entulho que estava despejando!!!


Esta cena foi fotografada na Rio-Santos,  subida da Petrobrás, onde a pista de divide ao meio. Pedalei mais uns três Km e... onde está a minha máquina fotográfica??? Procurei-a por toda a parte e não a encontrei! Já sei, deve estar caída no acostamento!

Neste momento tive que dar um tiro de volta. Para quem já havia pedalado perto dos 120 Km dar um tiro a esta altura foi terrivel! Mas, por outro lado, muitos ciclistas trafegam pelos acostamentos dessa rodovia, e se alguém encontrar a máquina caída por aí?! Não foi fácil sentar a bota nos pedais, cansado e com a bike carregada!

Acabei encontrando a máquina bem em frente ao caminhão sinistrado, mas minhas pernas e  meu fôlego esgotaram-se totalmente. A máquina não sofreu dano algum. Menos mal.
Logo me refiz e continuei pedalando em direção ao meu destino.

Daqui ouve-se o mar, mas quase não o vemos. Ele está majestoso e belo além daquelas árvores.


Após 129 Km pedalados, cheguei!
São apenas 13:30 horas.



Agora é tomar um banho, montar a barraca e curtir o passeio. Por os pés na areia, hoje meio gelada, é uma delícia!



O passeio foi ótimo, comi dois enormes e saborosos peixes fritos, alguns espetinhos de camarão, passeei ao longo das praias, tudo numa boa, mas o que veio depois... foi revoltante!
Para resumir, eu notara que haviam construído um enorme palco coberto ao lado do Camping, no terreno pertencente ao Camping. Perguntei para algumas pessoas e estas me disseram que haveria um show no domingo. Assim, fiquei sossegado em relação ao meu sono confortável. Mas... meia noite e meia e o som fazia a minha barraca tremer! Ainda bem que eu dormira um pouco no final da tarde, porque senão estaria perdido!

Quando cheguei avisei o rapaz que toma conta do Camping e ele pediu para que eu fosse armar a barraca que depois ele passaria lá para acertarmos.

Como eu ainda não havia pago nada, pois ele não passara, e com o som a todo vapor, resolvi cair fora, aproveitar o frescor da madrugada e pedalar até Bertioga, apenas iluminado com o meu pequeno mas bravo farol K-Lite de 8 Leds.
Assim o fiz.

No vídeo abaixo não dá para perceber, mas eu estava enxergando bem a estrada ao pedalar no breu noturno.



Graças a Deus, 3 horas da manhã eu estava  em Bertioga, comendo um pastel de carne e tomando um guaraná na Barraca do Pastel do Trevo, que fica aberta dia e noite todos os dias.

Fiquei por ali conversando com o guarda e como o sono foi apertando, resolvi pedalar até a Agência de passagens e plataforma de embarque da Litorânea, empresa de ônibus que me levaria até a Rodoviária do Tietê, em São Paulo.

Cheguei ás 4 da da manhã, tudo fechado. Há um grande puxadão coberto na frente da agência, assim, encostei a bike, passei o cadeado, me sentei no chão, encostado á parede, quando desabou um chuvão daqueles! Começou a ventar frio, devido á chuva, então não hesitei, peguei o saco de dormir e entrei dentro.

Ah, aquele calorzinho... o sono pegando... dormi! Sim, dormi meio sentado, meio deitado, até sonhei!

Uma buzina soou ao longe, mas não estava longe. Eu sim, estava longe num sono profundo! Acordei com o som da buzina de um gol que trazia a funcionária para abrir a agência. Passava alguns minutos das 6 da manhã.

Me ajeitei, fui ao banheiro, lavei o rosto e quando perguntei pelo ônibus, surpresa!: Sairia as 6:40 hrs da manhã, mas não havia mais passagens! Eu e mais alguns pretensos passageiros teríamos que esperar até a chegada do ônibus para ver se sobrariam lugares. Eu fazia figa com mãos e pés quando o ônibus chegou. Tinha os lugares, mas... a bike não caberia no bagageiro!

O motorista, um sujeito tosco e irritadiço, depois de eu ficar buzinando na orelha dele, disse "Se o senhor conseguir colocar a bike aí..."

Minha nossa, só uma bike de borracha entraria ali! Haviam centenas de malas! Parecia que todos os moradores de Bertioga resolveram viajar com suas enormes malas bem naquele ônibus!

Um jovem passageiro veio em minha direção reclamando da desatenção do motorista á minha pessoa e me ajudou a "espremer" as malas para colocar a bike. Empurra daqui, espreme dali, conseguimos!!! Obrigado amigo desconhecido pela imensa força! Deus te abençoe!
Entrei no ônibus e caí num sono profundo!

Acordei com o motor do ônibus sendo desligado... nossa, já estávamos na Rodoviária do Tietê!

Dez horas da manhã saí pedalando pelas ruas adjacentes em direção ao Tatuapé. Enquanto pedalava os acontecimentos daquela noite iam passando pela minha cabeça. Afinal até que o fato do barulho ter me expulsado do Camping não fora de todo ruim. Pedalar na noite fresca, ouvindo o mar a distância, sentindo seu vento, seu aroma, até que fora um experiência muito agradável. Naquela manhã de domingo eu até sorria... estava feliz pedalando em direção á minha casa.

Subi a Rua Tuiuti, passei pela passarela do Metrô e acessei a Ciclovia do Verde, no Tatuapé. Um biker passou por mim e chamou: Waldson! Era o Adalberto Melo, um amigo do Fórum Pedal que eu ainda não conhecia pessoalmente. Batemos um bom papo e nos despedimos.

Cheguei em casa precisamente ás 11:30 horas, ainda com sono, mas feliz, pois fizera um passeio diferente.

O prazer havia superado a raiva, o rancor por ter sido acordado no meio da noite com um som ensurdecedor.

Pedalar é isso; um prazer que supera todos os rancores, medos e estresses.

Agradeço a Deus por ter me proporcionado mais esse momento de prazer e descontração. Que a Sua imensa luz, que iluminou os meus caminhos noturnos, também ilumine os caminhos de todos os que nos lêem e nos acompanham virtualmente.

Kms. pedalados: 179.

Baixas = Nenhuma. Só altas!

Até a próxima, muito em breve!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Pedal e praia: Uma combinação perfeita!

Olás,

Há um bom tempo eu planejava descer a serra de Bertioga, de novo, seguindo no sentido Boracéia / Boiçucanga. Esses locais me atraem. Na semana passada prometi que se minha mãe continuasse melhor de saúde eu desceria a serra.
Convidei meu amigo Luciano Ramos, mas ele não podia me acompanhar.
Sexta-feira, 19/11/2010, cheguei em casa á noitinha e fui ver se a minha mãe estava bem. Graças a Deus ela estava ótima! Assim, sem mais delongas, passei aos preparativos para a descida da Serra. Eu sempre deixo as coisas semi-preparadas de maneiras que apenas me preocupo com a alimentação, pois os produdos são perecíveis e não podem ficar preparados. Rapinho deixei os alforjes instalados na bike. Por volta das 23 horas fui para a cama, pois queria levantar ás 4:30.

Bike preparada para descer a serra. 
 Mal preguei os ólhos e o celular berrou na minha orelha! Eram 4:30 hrs. do sábado! Levantei de um salto, parece até que eu estava com medo de perder o passeio.
Eram 5:39 da madrugada quando tranquei o portão da garagem. Piscas trazeiro e dianteiro ligados, saí ao encontro daquela madrugada fresca e alvissareira.
Como se tratava de feriado, eu já havia ligado na CPTM e constatado que poderia embarcar com a bike, desde as 5 horas da manhã. Assim, me dirigi á Estação do Tatuapé, onde eu embarcaria com destino a Mogi das Cruzes. O trecho de casa até Mogi tem 50 Km, mas é o trecho mais chato, pois a rodovia tem muito trânsito e faz um barulho infernal no acostamento.

Quase 6 horas. Estou pegando a ciclovia para 
chegar á Estação do Trem.


Opa! Tô chegando!


Na estação é sentar e esperar o trenzão.


Epa, lá vem o trenzão! Vamos embarcar no último vagão.


6:10 hrs. Estou embarcando. 
Mais ou menos em uma hora chego em Mogi.



Trem bonitão, né?! É, mas esse só vai até Guaianazes. 
Lá tem baldeação para um "pau véio". 
Não sei porque essa discriminação, mas... deixa prá lá.


Olha só o que me espera do lado de fora...


Que felicidade!!!


Fiz a devida baldeação em Guainazes e uma horinha depois de embarcar eu já estava descendo na Estação de Mogi das Cruzes.
Por volta das 7:15 da manhã eu já estava pedalando pela silenciosa e deserta cidade de Mogi.


Totalmente descansado, pois eu pedalara apenas uns 10 ou 11 Km até a estação, logo alcancei a Mogi Bertioga, em direção á Serra.


A manhã estava muito gostosa para pedalar, embora prometesse ser um dia muito quente. Mesmo carregado, procurei fazer uma média um pouco mais puxada para aproveitar o frescor que ainda fazia aquela hora da manhã. Esta foto é de praxe para todos os cicloturistas que passam por aqui.


Entradinha na vicinal para ouvir os 
pássaros canoros e... deixa prá lá.


Telhado Emoticon á beira da estrada.


Um CÉU para ninguém botar defeito!


Aliado ás paisagens e estrada deliciosa para pedalar.



Qual o cicloturista que não fica feliz ao se deparar com essa placa? Embora fosse sábado e feriado, a estrada estava hiper carregada. Parece que todo mundo recebeu a primeira parcela do 13o. salário e resolveu pegar o carro e seguir para a praia! Já imaginou se houvessem caminhões também?




Mas aí, ao ver esta placa o Antigão sorri. Olha eu aqui de novo!!!

Não tirei muitas fotos na serra. Limitei-me a parar só no mirante da cachoeira. Dali para baixo fiz um filme do restante da descida. Filme no final desta matéria.



Opa, chegando no trevo de Bertioga. Daqui pego o acesso á Rio Santos sentido São Sebastião. São mais uns 35 Km até o meu destino.


Neste trecho e um pouco antes dele, tive que ficar esperto, pois como o trânsito estava carregado percebi alguns engraçadinhos saindo para o acostamento. Aliás quase houve uma batida próximo a mim, quando o trânsito parou de repente e um cara vinha em velocidade e teve que frear bruscamente. Foi só o susto e a cantada de pneus. No mais, como a maioria seguiu no sentido de Bertioga, me dei bem.

Riviera de São Lourenço.


Subida de Petrobrás. Daqui dá para ouvir o barulho do mar.. 
que delícia!


Olha lá o Marzão!

Bela praça e o Rio Guaratuba.
Opa, cheguei!!! Agora é montar a "residência", tomar um banho gelado e passear na praia. 
De resto uns bolinhos de Aipim com carne seca, porção de porquinho frito, espetinho de camarão
e outras iguarias. ô vidão!









A casa vista de fora...


E vista de dentro...


Tinha acabado de montar a barraca, dois jovens senhores se dirigiram a mim para saber de onde eu vinha e para onde ia. Ficaram atônitos quando eu disse que vinha de Mogi. Se acreditaram não sei, mas sempre acontece isso quanto viajamos de bike. As pessoas ficam curiosas ao ver a bike carregada e querem saber tudo a nosso respeito. Acho isso muito positivo, pois mostra que é só querer, ter fé, batalhar e o sonho pode se realizar. Não precisa ser jovem nem louco para ser cicloturista.

Bom, a noite está chegando. Vou deixar um pouco para amanhã. São 22 horas, fui á Padaria e mandei um misto quente com coca zero barriga abaixo! A Padaria fechou assim que eu saí. A noite está linda... cálida. Dormi ao som do mar... sinal de bons sonhos!

Um novo dia amanhece... 5:30 horas... A brisa fresca vindo do mar enche a barraca ao abrir o ziper.

Levantei cedo para preparar o café da manhã. Café, Leite e Maxi goiabinha. 

Espiriteira á toda prova!

Depois do café, abastecer as caramanholas de água e pedalar até Boiçucanga, mais 30 Km adiante.


Este trecho tem algumas subidas bem íngremes, portanto como eu não tinha pressa, pedalei bem devagar, fazendo uma média baixa.

Saí bem cedinho, por volta das 7:30 já estava na estrada.

Queria aproveitar o ar fresco da manhã 
para enfrentar as subidas até Boiçucanga.






O Sombra adorou pedalar na areia da praia...


Eu também!


É, tem chão. Mas que tá bão, tá!


Em contraste com a manhã de ontem, pouco ou nenhum movimento na estrada. Quem desceu a Serra com certeza ainda está dormindo (de ressaca!).


Como não fiquei no Camping Ilha do Mel, aproveitei para visitá-lo e conhecer sua estrutura. Gostei. Na próxima vou ficar nele.

Um bangalô confeccionado em barrote, perdido e abandonado no meio do mato. 



Muitas paisagens surgem para compensar as rampas, nas quais pedalo na coroinha descontraídamente.




A Natureza floresce...


E emoldura o mar.


A paisagem é magnífica... me reporta ao princípio da criação: 
"E chamou Deus á porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares. E viu Deus que era bom. 
Gn.  1:10"


Mais um subidão íngreme e do alto posso avistar Boiçucanga, meu destino final.

A aconchegante Paia de Boiçucanga.


Dirijo-me ao Escritório / Rodoviária da Litorânea e fico sabendo que ônibus para São Paulo só as 13:30 horas. Olho para o relógio e ainda não são 11 horas.


Subi a Estrada do Cascalho em busca de lembranças da ultima vez que lá estive. Parei numa padaria comi um belo X-salada acompanhado de uma Coca para reforçar o esqueleto. 
Pedalei para lá e para cá, sentei-me numa praça até dar a hora do ônibus. 13:40 horas o ônibus chegou.

O motorista permitiu que eu embarcasse a bike no bagageiro sem  desmontar nada; nem o alforje tirei.

Agora é dormir um bom sono até chegar na Rodoviária do Tietê e pedalar até em casa.





Faltava poucos minutos para ás 17 horas quando cheguei em São Paulo.


Mais 15 Km e estarei dentro de casa.

Av. Celso Garcia no final da tarde de domingo.


Como dizia minha sogra: 
Homem feio volta pelo mesmo caminho que veio!



Mais um ótimo passeio! 
Agradeço a Deus por ter me permitido fazê-lo e compartilhá-lo com vocês.

Referências:
1o. dia:

Km pedalados: 79,07
Velocidade Média: 18,5 Km/h
Velocidade máxima 63,9 Km/h
Tempo de pedal: 4h,15m,58s.

2o. Dia:

Km pedalados: 53,97
Velocidade Média: 13,4 Km/h
Velocidade máxima: 63,9 Km/h
Tempo de pedal: 4h,00m,54s.

Total pedalado: 133,04 Km
Baixas: Nenhuma (só alegria)
Camping R$ 20,00
Passagem de ônibus: R$ 34,23
Passagem de Trem: R$ 2,65
Refeições: Em média R$ 70,00

Mapa do trajeto:

(Clique no mapa para ampliar)


 
Mogi das Cruzes é um municipio da Grande São Paulo, distante aproximadamente 60 Km do centro de SP. É servido por linhas de ônibus intermunicipais e trem suburbano.

Boracéia pertente a dois municípios: Boracéia I perbente a Bertioga-SP e Boracéia II pertence a São Sebastião-SP. O Rio Boracéia divide os municípios de Bertioga e São Sebastião.
Ao longo de suas praias podemos encontrar Campings, Hotéis e Pousadas